LA PAZ - As detenções de ativistas opositores ao Governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, acusados de terrorismo por suposto envolvimento nos violentos protestos de setembro, continuaram com a prisão de um segundo cidadão do departamento (estado) de Tarija (sul), informou hoje a imprensa local.

O último detido foi preso de forma preventiva, pois está supostamente envolvido em um ataque com dinamite contra o gasoduto que fornece gás natural ao Brasil.

O atentado aconteceu no meio dos protestos violentos que se estenderam por várias regiões do país, nas quais opositores autonomistas bloquearam estradas, tomaram aeroportos, saquearam escritórios estatais e atacaram gasodutos com dinamite.

Além disso, o Governo ordenou o confinamento de cerca de 15 cidadãos acusados de violar o estado de sítio, declarado durante a onda de protestos no departamento de Pando, onde pelo menos 18 pessoas morreram.

Após o referendo revogatório de 10 de agosto, no qual Morales foi ratificado no cargo com mais de 67% de apoio, os opositores autonomistas iniciaram uma série de protestos para reivindicar a devolução das rendas petrolíferas que o Governo cortou das regiões para pagar uma ajuda direta aos idosos.

Os protestos se intensificaram no mês de setembro até gerar uma onda de conflito e violência no leste da Bolívia que teve seu capítulo mais grave no massacre de Pando.

O jornal "La Prensa" afirmou que a Polícia boliviana tem uma ordem de detenção contra o presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, o empresário e líder opositor Branko Marinkovic, também por seu suposto envolvimento nos protestos de setembro.

O presidente da comissão do Governo da Câmara dos Deputados, Gonzalo Lazcano, disse que a Promotoria ordenou a detenção de outros dez ativistas opositores, entre os quais estão o presidente do Comitê Cívico de Tarija, Reynaldo Bayard, e os líderes da União Juvenil Cruceñista (UJC) David Sejas e Alfredo Saucedo.

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