Governo da Bolívia acusa líder opositor de defender separatismo com greve

La Paz, 2 abr (EFE).- O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, acusou hoje o presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, o opositor Luis Núñez, de defender os separatistas com a greve de fome que começou há três dias.

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García Linera criticou a medida e sustentou que as greves de fome "são para defender a democracia e a institucionalidade" e não para "defender os separatistas".

Núñez afirmou que a medida, iniciada na quarta-feira, é em defesa da liberdade e da democracia na Bolívia" e pede o fim da "perseguição política" empreendida pelo Governo de Evo Morales.

García Linera insistiu que a greve "quer defender a separatistas" e por isso não tem apoio da população.

O Governo e um fiscal de La Paz acusaram a líderes de Santa Cruz vinculados ao Comitê Cívico de ter financiado um grupo terrorista descoberto em abril de 2009 e que buscava a separação de Santa Cruz, a qual foi negada pelos sindicados.

O jornal "El Deber" publicou hoje que Zvonko Matkovic Ribeira, filho do ex-presidente da influente Câmara de Indústria e Comércio de Santa Cruz Zvonko Matkovic Fleig, afirmou que o suposto grupo terrorista pediu US$ 20 milhões aos líderes da cidade para executar um plano de defesa dessa região.

Segundo a declaração publicada hoje no Dever, Ribeira disse que participou em março de 2009 de uma reunião na qual Eduardo Rózsa Flores, boliviano com cidadania húngara e croata e líder do suposto grupo terrorista, apresentou aos líderes cívicos um plano para defender Santa Cruz de possíveis sítios camponeses.

Estas semanas alguns opositores defenderam a anistia dos líderes políticos e empresariais que foram vinculados com o suposto grupo terrorista, o que foi descartado hoje pelo vice-presidente. EFE gb/pb

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