Governo cria comitê de familiares para buscas de desaparecidos do Araguaia

Rio de Janeiro, 20 jul (EFE).- O Governo brasileiro divulgou hoje a criação de um comitê especial para permitir que os parentes de guerrilheiros desaparecidos durante a ditadura militar possam participar das buscas dos corpos, que serão realizadas a partir de agosto, na região do Araguaia.

EFE |

O Comitê Interinstitucional de Supervisão das atividades que será realizado pelo Grupo de Trabalho criado para localizar, recolher e identificar os corpos dos membros da Guerrilha do Araguaia foi institucionalizado através de um decreto publicado hoje no Diário Oficial da União.

O decreto, assinado pelo presidente de República, Luiz Inácio Lula da Silva, é uma resposta aos familiares dos desaparecidos que tinham questionando a credibilidade das buscas que seriam realizadas pelo Exército sem supervisão, a mesma instituição acusada pelas mortes.

Os parentes de desaparecidos que integrarão o comitê supervisor poderão participar das buscas dos corpos e das audiências com testemunhas e ex-militares, para que ajudem a localizar onde os guerrilheiros mortos em combates com a ditadura foram enterrados.

Segundo o decreto publicado hoje, o grupo poderá exigir relatórios dos responsáveis e sugerir locais para as buscas.

O Grupo de Trabalho criado pelo Governo para buscar os corpos dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia começará as escavações em agosto, segundo ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Os militares que coordenam os trabalhos já estão na região do Rio Araguaia, para fazer o reconhecimento da área e colher informações com habitantes da região que possam ajudar nas buscas. EFE cm/pd

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