Governo congela contas de região rebelde da Bolívia

O governo boliviano anunciou nesta quinta-feira o congelamento de contas fiscais do departamento rebelde de Santa Cruz, abrindo uma nova aresta de conflito com a região que pretende dotar-se unilateralmente de um regime autônomo no dia 4 de maio.

AFP |

A medida foi adotada depois que a prefeitura de Santa Cruz, opositora ao presidente Evo Morales, desconectasse há duas semanas um sistema informatizado Sigma que permite ao Estado controlar a execução do orçamento da administração municipal.

"O Ministério da Fazenda vai congelar recursos financeiros (royalties sobre o gás) e eliminar as transferências efetuadas pelo Tesouro à prefeitura", disse em entrevista à imprensa o titular da pasta, Luis Alberto Arce.

Logo depois, em La Paz, o governo da Bolívia acusou o embaixador dos Estados Unidos no país, Philip Goldberg, de desenvolver uma ação política a favor das quatro regiões rebeldes que impulsionam governos autônomos, liderados pela próspera Santa Cruz.

"O embaixador Philip Goldberg desenvolveu uma agenda política mais que diplomática na Bolívia e essa agenda ao mesmo tempo está vinculada a opositores ao governo atual", afirmou o ministro de Governo (Interior), Alfredo Rada.

Os departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija - que formam uma espécie de meia-lua geográfica de norte a sul e concentram 65% do Produto Interno Bruto boliviano-, fixaram para maio e junho referendos para aprovar seus estatutos autonômicos, considerados ilegais pelo governo.

Mais tarde, um comunicado da embaixada americana anunciou que os Estados Unidos "apóiam a unidade e a democracia da Bolívia e a suas instituições democráticas".

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