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Governo colombiano usa inteligência militar para soltar Betancourt e mais 14

Bogotá, 2 jul (EFE).- O seqüestro da franco-colombiana Ingrid Betancourt, de três americanos e de 11 policiais e militares que passaram anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) terminou hoje, com uma operação de resgate durante a qual a qual o Exército colombiano não disparou um só tiro.

EFE |

A "Operação Xeque", lançada depois que um grupo de militares se infiltrou na cúpula das Farc, terminou pouco depois do meio-dia desta quarta-feira, com o resgate dos 15 reféns.

Betancourt, os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, assim como 11 policiais e militares, alguns dos quais estavam seqüestrados há mais de dez anos, foram resgatados de helicóptero em uma remota localidade entre os departamentos de Guaviare (sul) e Vaupés (sudeste), levados para uma base militar no departamento de Tolima e transportados para Bogotá, onde desembarcaram há pouco.

Betancourt tinha sido seqüestrada pelas Farc em fevereiro de 2002. Já os três americanos prestavam serviço para o Pentágono quando foram feitos reféns em março do ano seguinte.

A notícia da libertação do grupo foi dada pelo ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, que logo destacou que os libertados estão "sãos e salvos".

A "Operação Xeque", que terminou com a soltura dos reféns, não tem precedentes, "passará para a história por sua audácia e efetividade" e "evidencia muito, muito a qualidade e o profissionalismo das Forças Armadas colombianas", acrescentou Santos.

Segundo o ministro, os militares envolvidos na operação conseguiram se infiltrar em uma frente da guerrilha e convencer o "Comandante César", encarregado da guarda dos reféns, de reuni-los em um só grupo e levá-los até "Alfonso Cano", que há poucos meses assumiu a chefia das Farc em substituição ao seu fundador, Pedro Antonio Marín, que morreu em março de causas naturais.

O "Comandante César" e outro rebelde aceitaram viajar no helicóptero que levaria os reféns até "Cano". Depois que a aeronave levantou vôo, a tripulação anunciou que, na verdade, todos eram militares e que ambos os guerrilheiros estavam presos.

A aeronave fez uma escala em San José del Guaviare, capital do departamento de Guaviare, de onde, segundo fontes militares, partiu para a base aérea de Tolemaida, a 190 quilômetros de Bogotá. Depois, o grupo seguiu para a base militar de Catam, na capital colombiana.

O resgate dos 15 reféns, que faziam parte do grupo de 40 políticos, estrangeiros, militares e policiais que as Farc pretendiam trocar por cerca de 500 rebeldes presos, foi recebido com júbilo no país e no exterior.

O presidente Álvaro Uribe, que se recusou a negociar uma troca de seqüestrados por guerrilheiros presos, foi ovacionado hoje ao chegar à reabertura de um hospital infantil de Bogotá.

Segundo o ministro da Defesa, Uribe deve discursar mais tarde em rede nacional de rádio e televisão.

Apesar de o presidente ter evitado comentários sobre a "Operação Xeque", o ministro do Interior, Fabio Valencia Cossio, disse que o chefe de Estado está "muito contente" com o resgate, que demonstra a eficácia de sua política de segurança.

Além de Betancourt, Howes, Stansell e Gonsalves, foram resgatados os militares Juan Carlos Bermeo, Raimundo Malagón, Erasmo Romero, José Ricardo Marulanda, William Pérez, José Miguel Arteaga e Armando Flórez, assim como os policiais Vaney Rodríguez, Jairo Durán, Julio Buitrago e Armando Castellanos. EFE joc/sc

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