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Governo colombiano pede detenção de chanceler das Farc

Bogotá, 25 jul (EFE).- O Governo colombiano pediu a detenção de Rodrigo Granda, conhecido como o chanceler da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), libertado há um ano por solicitação do Executivo francês, disse hoje em Bogotá o vice-presidente colombiano, Francisco Santos.

EFE |

"É preciso voltar a capturar Rodrigo Granda", disse Santos.

Granda foi libertado em 4 de junho do ano passado por ordem do presidente colombiano, Álvaro Uribe, sob a condição de que não retornasse à luta armada.

Sua libertação ocorreu após um pedido do presidente da França, Nicolas Sarkozy, para que se integrasse aos esforços em favor dos sequestrados pelas Farc, dentre os quais se incluía então a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, resgatada pelo Exército colombiano em 2 de julho.

Após uma breve temporada na sede do Episcopado em Bogotá, o chefe rebelde viajou para Cuba e depois se transferiu à Venezuela, país onde tinha sido detido em dezembro de 2004.

"A decisão de Uribe de libertar Granda mostrou que ele é um homem que está disposto a assumir muitos riscos pela paz da Colômbia", sustentou hoje o vice-presidente colombiano.

Neste contexto, considerou que "as Farc não entenderam que a pessoa com a qual podem fazer a paz mais rápido é com o presidente Uribe".

No caso de Granda, Santos afirmou acreditar que "não vai levar muito tempo até que o guerrilheiro volte à prisão".

"Isso é importante, e isso é o que temos que fazer", acrescentou o funcionário, indicando que a ordem de detenção já foi dada aos organismos de segurança do país. EFE jgh/gs

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