Governo colombiano investiga suposta morte de chefe das Farc

O governo colombiano informou nesta quarta-feira que está investigando a suposta morte de Iván Márquez, um dos sete membros da cúpula da guerrilha das Farc, sem possuir até agora provas concretas.

AFP |

Da cidade de Cali (sudoeste), o presidente Alvaro Uribe assinalou que não recebeu nenhum relatório sobre a morte de Márquez ou de qualquer outro chefe rebelde, mas prometeu que vai averiguar a origem da versão que circulou amplamente na noite de terça-feira.

"Não tenho informações sobre isso. Vamos averiguar", disse.

A rádio W informou que o boato sobre a morte foi passado às autoridades por um informante infiltrado na guerrilha, que advertiu sobre uma nova morte de um dos sete membros do secretariado das Farc.

Iván Márquez foi congressista nos anos 80 e sobreviveu ao extermínio de mais de 3.000 militantes do partido de esquerda União Patriótica.

Em novembro, Márquez se reuniu em Caracas com o presidente Hugo Chávez. As autoridades colombianas asseguram que Márquez e outro chefe rebelde, Timoleón Jiménez ("Timochenko"), possuem acampamentos em uma área de Perijá, na fronteira com a Venezuela.

O dirigente guerrilheiro, cujo verdadeiro nome é Luciano Marín Aranjo, nasceu em 16 de junho de 1955 na cidade de Florencia, departamento de Caquetá, onde se uniu, em 1977, ao movimento Juventude Comunista.

Em 1985, se vinculou como comissário político na frente XIV das Farc, reponsável pelas finanças de vários grupos.

Desde 1º de março, as Farc já perderam três integrantes do secretariado, entre eles o fundador e líder histórico Manuel Marulanda ('Tirofijo"), que morreu de ataque cardíaco, com quase 80 anos.

hov/fb/fp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG