Governo colombiano explica parte naval de acordo militar com os EUA

Cartagena (Colômbia), 27 ago (EFE).- O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, explicou hoje a congressistas na base naval ARC Bolívar, na cidade de Cartagena, como funcionará a parte naval do acordo negociado com os Estados Unidos para o uso de instalações militares no país andino.

EFE |

Acompanhado pelos parlamentares, o ministro visitou uma das bases navais incluídas no acordo com os EUA e defendeu a necessidade da cooperação internacional na luta contra as drogas e o terrorismo.

"Entre as coisas importantes apresentadas hoje à comissão do Senado está a demonstração do efeito da cooperação internacional que a Colômbia tem com vários países: temos uma cooperação internacional muito estreita com EUA, México, Panamá e com os países da América Central", disse.

Silva acrescentou que essa cooperação permitiu passar "de quase zero" em interdição marítima nos anos 90 "para uma situação bem-sucedida em dissuasão e controle do narcotráfico e de grupos criminosos".

Durante a visita, houve uma análise das capacidades estratégicas da Colômbia, especialmente no setor naval, e foi explicado o apoio logístico que será dado aos navios americanos nos oceanos Atlântico e Pacífico.

"Já avaliamos as capacidades do setor aéreo, agora estamos avaliando a parte naval e, na semana que vem, vamos avaliar as capacidades em matéria de infantaria e capacidade terrestre", explicou o ministro.

Silva também disse que entregou aos parlamentares na reunião um relatório sobre os efeitos e resultados para a Colômbia de sua cooperação internacional.

Além disso, o ministro considerou a cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) como uma "ocasião feliz" para falar de assuntos como a cooperação internacional, a corrida armamentista na região e a tolerância ao narcotráfico e ao crime transnacional.

"A Colômbia mantém um absoluto respeito pela soberania de outros países e exige o mesmo para nossa nação", afirmou Silva, ao acrescentar que seu país não é "armamentista" e não investe "bilhões de dólares em equipamento desnecessário".

A visita à base militar acontece um dia antes de os presidentes dos países da Unasul se reunirem em Bariloche, no sul da Argentina, para analisar o polêmico acordo militar entre EUA e Colômbia.

Por sua vez, o comandante das Forças Armadas colombianas, general Freddy Padilla, disse que "os navios americanos vão ter acesso às bases de Cartagena e de Málaga, no oceano Pacífico, e terão permissão para receber o apoio logístico correspondente" para a luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

"É uma luta global, são flagelos que ultrapassam as fronteiras de nossas nações. Na medida em que conseguirmos formar alianças, teremos a certeza de mais chances de êxito", acrescentou o general.

Padilla disse também que o acordo entre Bogotá e Washington beneficia todos os países da região e só os narcotraficantes e terroristas devem temê-lo.

"Sempre que há algo muito bom, as pessoas maliciosas buscam onde o que é ruim", afirmou o general.

Padilla acrescentou que acompanhará o presidente colombiano, Álvaro Uribe, na cúpula da Unasul em Bariloche para explicar os "aspectos técnicos" do acordo entre Bogotá e Washington. EFE ric/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG