Bogotá, 18 abr (EFE).- O Governo colombiano reiterou hoje que oferecerá todas as facilidades para a libertação do suboficial do Exército Pablo Emilio Moncayo, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de 11 anos, mas que não permitirá que o tema se torne um show midiático dos rebeldes.

O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, se referiu desta forma ao anúncio feito na quinta-feira pelas Farc de que entregarão o militar, sequestrado desde dezembro de 1997.

"Nós vamos facilitar a libertação sempre e quando isso não se tornar um 'show' político, um 'show' midiático. Mas certamente que estamos prontos a facilitar essa libertação", disse Santos durante uma cerimônia militar no norte de Bogotá.

O funcionário afirmou que o Exército facilitará, como "fez em ocasiões anteriores", toda a operação de libertação de Moncayo.

O comissário para a paz, Frank Pearl, ressaltou na quinta-feira que a libertação do militar "não é um favor, é uma obrigação, é um gesto mínimo de humanidade".

O comando das Farc anunciou que libertará unilateralmente Moncayo e o entregará "pessoalmente a uma comissão liderada pela senadora (de oposição Piedad) Córdoba e o professor Moncayo (Gustavo, pai do militar) uma vez que sejam organizados os mecanismos que garantam a segurança da operação".

Córdoba disse na sexta-feira que as Farc entregarão provas de vida dos 21 sequestrados que o grupo rebelde pretende trocar por insurgentes presos.

Enquanto isso, o porta-voz na Colômbia do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Yves Heller, ofereceu a mediação para facilitar a libertação do Moncayo, um dos dois militares que estão há mais tempo em poder dos guerrilheiros. EFE fer/db

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