Tamanho do texto

Bogotá, 20 abr (EFE).- O ministro do Interior e Justiça da Colômbia, Carlos Holguín Sardi, afirmou que as prisões de congressistas favoráveis ao Governo dentro do escândalo de ligações políticas com paramilitares de direita são precipitadas.

Sardi disse ao jornal "El Tiempo", de Bogotá, que dentro do escândalo que começou no final de 2006 e conhecido como "parapolítica" se atuou "com critérios precipitados para privar da liberdade" e foram realizadas detenções "sem que os acusados tenham sido escutados".

O ministro, ex-presidente do Partido Conservador, disse que deseja ser candidato presidencial em 2010.

Ele criticou a imprensa por sugerir a cassação dos parlamentares apenas por causa de indícios e acrescentou que "é uma crueldade propor que se perca a cadeira apenas porque começaram a investigar um congressista".

Ele falou da investigação iniciada nesta semana contra a presidente do Congresso, Nancy Patricia Gutiérrez, por supostas ligações com paramilitares em sua região natal, Cundinamarca, e contra o ex-presidente do Legislativo, Carlos García Orjuela, até agora chefe de uma legenda fundada por partidários do presidente Uribe.

"Caso a presidente do Congresso ou os chefes dos partidos fiquem submetidos a investigações abertas, por meses ou anos, será uma situação difícil", declarou o ministro Holguín Sardi.

Os paramilitares, reunidos nas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), realizaram conversas com o Governo entre 2003 e 2006 e desmobilizaram mais de 31 mil combatentes.

Estes esquadrões foram criados há mais de 20 anos para combaterem as guerrilhas esquerdistas. EFE gta/fal

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.