Governo chinês reconhece que hospitais militares transplantam órgãos

Pequim, 8 ago (EFE).- Uma campanha em hospitais chineses contra o uso de órgãos e operações de transplantes sem licença divulgada hoje revelou que clínicas militares do país fazem este tipo de operações, que aumentaram de forma significativa na última década na China.

EFE |

Esta é a primeira reação das autoridades chinesas ao pedido das Nações Unidas de explicações devido ao injustificável e em massa aumento dos transplantes de órgãos na China desde 1999, quando no país asiático há poucos doadores voluntários.

O Ministério da Saúde chinês publicou uma lista de hospitais que fazem operações de transplantes de órgãos humanos sem ter apresentado uma solicitação para realizar esta atividade, informou hoje a agência de notícias "Xinhua".

Na lista estão incluídos hospitais como o Geral do Exército de Libertação Popular, o Geral da Força Aérea ou o Geral da Marinha, assim como "outras instituições médicas com bons equipamentos".

Relatórios independentes internacionais indicavam que os hospitais militares estavam muito envolvidos com grande aumento de transplantes na China e, em 2007, o porta-voz de Saúde, Mao Qunan, admitiu que se recolhiam órgãos de prisioneiros executados, o que até então tinha sido negado pelo Governo chinês.

Qunan, porém, negou acusações de que boa parte desses órgãos provenha dos seguidores do movimento budista Falun Gong, a maioria deles reclusos em campos de reeducação ou "laogai".

O ministério pediu aos hospitais que atuavam sem licença que apresentem até amanhã os pedidos para praticar transplantes e os números e detalhes das operações de fígado e rins que já fizeram.

EFE mz/db

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