Governo chinês prevê milhões de contágios pela gripe no país

Pequim, 16 set (EFE).- O Governo da China prevê dezenas de milhões de casos de gripe A no país com a chegada do frio, onde já há 25.

EFE |

731 casos registrados, a maioria em Hong Kong (18.687) embora na China continental já se registraram 9.103, segundo informou hoje o diário oficial "China Daily".

O subdiretor do escritório de emergências do Ministério da Saúde chinês, Liang Wannian, afirmou que, diante destes dados, o gigante asiático prevê dezenas de milhões de casos nos próximos meses.

Só no último fim de semana se registraram 1.598 novas infecções na China, o que confirma para o Ministério da Saúde uma tendência de alta no número de infecções, indica o jornal.

Do total de mais de 9.000 afetados na China continental, 5.350 se recuperaram, o resto está sob tratamento médico e não se registrou nenhuma morte, segundo dados oficiais, que não incluem a misterioso morte de uma paciente do vírus na ducha de um hospital de Pequim, nem as 13 mortes registradas em Hong Kong.

Em Macau os contagiados são 1.941.

Também o tipo de contágio indica uma expansão do vírus entre a população chinesa com a baixa outonal das temperaturas, já que só 14 dos novos contágios na China continental se produziram por contato com o exterior.

Mais de 60% do total dos casos da nova gripe registrados na China se produziram nas últimas três semanas, o que indica que o surto está aumentando com grande velocidade.

"O crescente número de casos era esperado, já que estamos entrando na estação para esta doença mortal", assinalou Guan Yi, catedrático de microbiologia da Universidade de Hong Kong.

Segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo todo se infectaram mais de 277.600 pessoas, das que 3.200 morreram, com um índice de mortalidade de apenas 1,15%, muito afastado de outras ameaças de pandemia sofridas na Ásia - como a gripe aviária ou a asiática.

China se transformou na semana passada no primeiro país do mundo em iniciar uma campanha de vacinação contra esta pandemia e também tomou medidas inflexíveis como o isolamento de qualquer paciente ou daqueles que tinham mantido contato com infectados, o que provocou críticas de outros países. EFE mz/fk

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