Pequim, 14 mai (EFE) - O Governo chinês lançou uma grande operação com o Exército e a Polícia, além dos serviços de saúde, para chegar às regiões mais afetadas pelo terremoto e ajudar os sobreviventes da catástrofe que já deixou pelo menos 14 mil mortos. Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, mais de 800 policiais chegaram hoje ao distrito de Wenchuan, epicentro do terremoto de 7,8 graus na escala Richter e que ficou isolado por causa de deslizamentos de terra e de rochas. Cerca de 200 soldados do Exército de Libertação Popular, além de dois helicópteros militares com ajuda de emergência, conseguiram chegar hoje também a Yingxiu, região que também está incomunicável. Fonte militares afirmaram à Xinhua que outros cinco helicópteros devem chegar à região caso as condições meteorológicas permitam. Dois aviões da Força Aérea chinesa comandados por controle remoto saíram de Pequim e fizeram um reconhecimento na área de Sichuán para obterem informações sobre a situação. Segundo He Biao, subsecretário-geral do Governo da Prefeitura de Aba, a oeste da província de Sichuan, a cidade de Yingxiu tem 10 mil habitantes, porém só podem ser confirmados até agora 2.300 sobreviventes.

O oficial do Exército Zhi Liusio disse que até o final do dia devem ser enviados ainda 400 soldados, entre eles 100 pára-quedistas de um esquadrão de elite.

Até agora, dados oficiais divulgados pela "Xinhua" apontam que a tragédia já deixou 14.866 mortos, porém, como pelos 18 mil pessoas estão desaparecidas, é possível que este número aumente.

O Banco Popular da China (banco central chinês) anunciou hoje que disponibilizará 509,79 milhões de euros (US$ 785,81 milhões) para financiar os trabalhos de resgate e de reconstrução nas províncias de Sichuan e Gansu.

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