Governo chinês diz que 156 morreram em confrontos de domingo

Pequim, 7 jul (EFE).- Pelo menos 156 pessoas morreram, 1.

EFE |

080 ficaram feridas e 1.434 foram detidas no domingo nos confrontos entre a população muçulmana uigur e as forças de segurança chinesas na região de Xinjiang, informou hoje o comitê regional do Partido Comunista da China (PCCh).

Cerca de 20 mil soldados, policiais, forças antiterroristas e membros de diversas unidades de segurança foram enviados à região, como informaram fontes oficiais.

Dos detidos após os enfrentamentos, que começaram na capital regional Urumqi com uma manifestação no domingo em protesto pelo linchamento de dois membros da etnia uigur, 1.379 são homens e 55 mulheres.

Segundo disse hoje Li Yi, diretor do departamento de propaganda do comitê regional do PCCh, "os interrogatórios dos suspeitos já começaram", mas ainda se está à procura de outros 90 prováveis responsáveis.

O chefe da Polícia regional, Liu Yaohua, informou que os mortos, alguns em hospitais e outros nas ruas, são 129 homens e 27 mulheres.

"A Polícia estreitou o cerco de segurança no centro de Urumqi em instalações-chave como centrais elétricas e de produção de gás", disse Liu.

As emissoras de televisão estão também fortemente vigiadas "para evitar a escalada da violência", explicou Liu.

Além disso, foram estabelecidos postos de controle em torno de Urumqi para evitar deslocamentos de entrada e saída de zonas vizinhas e de maioria uigur, como Changji e Turpan, explicou o chefe regional de Polícia.

Mais de 100 agentes locais especializados em diversas etnias que habitam a região foram transferidos à capital de Xinjiang para ajudar nos interrogatórios dos suspeitos.

Segundo a Polícia, existiam planos de estender os protestos às cidades históricas uigures de Kasghar e Aksu.

O números oficiais de mortos nos protestos após uma intervenção militar na China é o maior desde os eventos de 4 de junho de 1989 na Praça da Paz Celestial, quando o Exército matou centenas de estudantes em Pequim.

O Governo acusa aos uigures de provocar os distúrbios, e responsabiliza um de seus líderes no exílio, Rebiya Kadeer, pelo ocorrido. O grupo, porém, culpa o Governo chinês por reprimir um protesto pacífico com violência exagerada. EFE pc/rr

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