Pequim, 15 jul (EFE).- As autoridades locais de Urumqi, no noroeste da China, aumentaram hoje para 192 o número de mortos nos enfrentamentos ocorridos há poucos dias na cidade, capital da região de Xinjiang, informou a agência oficial Xinhua.

A informação, que contabiliza oito novas vítimas fatais, não detalhou suas etnia, embora as estimativas oficiais anteriores tenham apontado que a maior parte das pessoas que morreram era de chineses da etnia han (majoritária no país) e 46 eram uigures muçulmanos.

Também não foi detalhado quantas dessas pessoas morreram no dia 5 de julho, quando os principais ataques de uigures contra chineses han foram registrados, ou em dias posteriores, nos quais se reportaram enfrentamentos de han contra uigures, especialmente no dia 7 de julho.

Os incidentes, considerados por Pequim "as piores revoltas na China desde 1949", deixaram, além disso, 1.600 feridos, dos quais 74 se encontravam em estado grave, segundo os relatórios do fim de semana, além da detenção de 1.434 pessoas.

Os distúrbios de Urumqi deixaram a cidade em permanente estado de alerta, com forças paramilitares ainda patrulhando as ruas e, embora a situação seja de relativa normalidade, com comércios abertos e veículos circulando pelas ruas, a tensão continua.

Na segunda-feira passada, a Polícia matou dois uigures e feriu outro que supostamente estavam atacando outra pessoa da mesma etnia no sul da cidade. EFE abc/pd

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