Governo chileno tentará obrigar habitantes a deixar Chaitén

Santiago do Chile, 7 mai (EFE) - O Governo chileno apresentará perante a Corte de Apelações de Puerto Montt um recurso de proteção para obrigar a deixar Chaitén os últimos habitantes que resistem a abandonar a zona, afetada pela erupção de um vulcão desde sexta-feira passada. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Defesa, José Goñi, que explicou que a ação judicial procura proteger a vida das pessoas que permanecem em seus lares desafiando o perigo de uma possível nova erupção vulcânica. O ministro foi designado pela presidente Michelle Bachelet para coordenar a emergência produzida pela erupção do vulcão, de 960 metros de altura, que obrigou à evacuação de quatro mil pessoas em Chaitén, 1.220 quilômetros ao sul de Santiago.

EFE |

Na terça-feira, o Governo tinha ordenado a evacuação de todas as pessoas que habitam em um perímetro de 50 quilômetros ao redor do Chaitén.

No entanto, cerca de 20 insistiram em permanecer na localidade, entre eles alguns jornalistas, um aldeão, 3 carabineiros e 2 locutores de uma rádio local, indicou o intendente da região de Los Lagos, Sergio Galilea.

"Conversamos com o intendente (governador) e com outras autoridades da zona, que será apresentado nas próximas horas um recurso de proteção para obrigar as pessoas que ainda não abandonam a zona de maior periculosidade e desta forma ter instrumentos legais para poder respirar com maior tranqüilidade", indicou Goñi.

A diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), Carmen Fernández, qualificou de "irresponsáveis" as pessoas que permanecem em Chaitén.

"A idéia é convidá-los a sair, a vontade é só deles, eles mesmos estão expondo a gente que fica para cuidar deles. Isso nos parece um pouco mais irresponsável, porque alguém pode ficar encarregado de sua vida, mas com isto está expondo outras vidas daqueles que cuidam", assinalou Fernández.

A ministra da Saúde, María Soledad Barría, descartou a presença de gases tóxicos no ambiente fruto da erupção do vulcão Chaitén, indicam as medições efetuadas no ar da zona próxima ao local.

O chefe de Defesa Civil do Onemi, Rodrigo Rojas, disse que a atividade do vulcão continua sem grandes variações, mas a coluna de fumaça diminuiu, o que obedece a uma baixa da pressão na cratera, explicou. EFE mw/db

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