Governo chileno alerta para risco de doenças em zona devastada

Santiago do Chile, 9 mar (EFE).- O Ministério da Saúde do Chile advertiu hoje sobre um aumento no risco de doenças na região de Bío-Bío, uma das mais atingidas pelo terremoto de 27 de fevereiro, devido aos problemas na distribuição de água.

EFE |

Segundo Marta Werner, secretária regional de Saúde em Bío-Bío, há povoados que contam com apenas 40% do abastecimento de água regular.

Vários municípios registraram um aumento no número de doenças relacionas a água, como a diarréia.

O ministro da Saúde, Álvaro Erazo, anunciou que as crianças que estão em albergues das regiões mais afetadas já estão sendo vacinadas contra a hepatite A. O Governo espera imunizar quatro mil em Bío-Bío, Maule e O'Higgins.

Outra preocupação do Governo é com a acumulação de lixo orgânico nas ruas. As autoridades aconselham a população a enterrar os resíduos para evitar mais doenças.

Para facilitar o processo de limpeza, o Exército se uniu à retirada de lixo. As Forças Armadas contribuíram com caminhões adicionais, como explicou Werner.

Os habitantes de Dichato também foram avisados sobre a aparição de recipientes com ácido clorídrico e cianureto no litoral de Bío-Bío, procedentes da Universidad de Concepción e perdidos após o terremoto.

Erazo calcula que serão necessários US$ 3,6 bilhões para a reconstrução dos hospitais que foram destruídos no terremoto. A aprovação dos novos projetos e sua execução deve demorar ao menos três anos.

Além disso, o começo da vacinação contra a gripe A foi adiantado para a terceira semana de março. Os maiores de 65 anos residentes nas regiões afetadas foram incluídos na campanha. EFE rt/pb

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