Governo Bush acredita que conseguirá aprovação do TLC com a Colômbia este ano

Washington, 11 abr (EFE).- O Governo dos Estados Unidos confia que conseguirá a aprovação do tratado comercial com a Colômbia este ano, apesar da Câmara de Representantes ter adiado a votação, disse hoje o subsecretário de Estado, John Negroponte.

EFE |

"Mantemos nosso compromisso com o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, o qual achamos que serve aos interesses econômicos e de segurança nacional dos EUA", disse Negroponte durante um discurso perante o Conselho EUA-Ásia Pacífico.

Repetindo os argumentos do Governo do presidente George W. Bush a favor do TLC, Negroponte assinalou que uma derrota do pacto bilateral "seria uma vitória para as forças populistas e antidemocráticas no hemisfério".

O funcionário aproveitou para pedir ao Congresso que também aprove o TLC com a Coréia do Sul, que permanece estagnado no Legislativo em parte pela negativa desse país de oferecer uma abertura total de seu mercado à carne de rês americana.

A Coréia do Sul tomou essa decisão depois que nos EUA se detectou o primeiro caso com o mal da vaca-louca.

Negroponte confiou que o encontro de Bush com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, na próxima semana em Washington, possa produzir algo positivo em torno do assunto.

Na quinta-feira a Câmara de Representantes aprovou, com 224 votos a favor e 195 contra, uma resolução que modifica as regras legislativas para a consideração dos convênios comerciais.

Sob a lei comercial dos EUA, o Congresso só pode aprovar ou rejeitar um acordo comercial sem alterações, em um prazo máximo de 90 dias legislativos.

Sem o consenso democrata, Bush remeteu ao Congresso o projeto de lei para a iniciada do TLC, ativando assim a contagem regressiva para sua votação.

Essa decisão provocou a ira dos democratas, que optaram por parar a contagem e congelar o TLC.

Apesar do confronto entre os democratas e a Casa Branca, alguns legisladores ainda acreditam que se chegará a um acordo sobre as proteções dos trabalhadores americanos - um dos impedimentos que enfrenta o TLC -, para assim submeter a votação o pacto antes do fim de ano. EFE mp/fb

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