Governo britânico pede perdão às vítimas da talidomida

Londres, 14 jan (EFE).- O Governo britânico pediu hoje perdão no Parlamento às vítimas da talidomida (Thalidomide, em inglês), o medicamento fornecido nos anos 50 para amenizar os enjoos durante a gravidez e que causava más-formações no feto.

EFE |

Em declaração na Câmara dos Comuns, o vice-ministro de Saúde, Mike O'Brien, disse que o Governo expressa "o mais sincero pesar" a todos que sofreram os efeitos devastadores do medicamento, que começou a ser vendido em 1956 e foi proibido em 1961 após descobertas as consequências que causava.

Ao mesmo tempo, O'Brien confirmou que o Governo apresentará 20 milhões de libras (22,4 milhões de euros) à Thalidomide Truste, uma organização que ajuda 466 vítimas dos efeitos do medicamento.

"Eu sei que as (vítimas) da talidomida esperaram isto durante muito tempo. O Governo deseja expressar seu profundo pesar pelos danos e o sofrimento sustentados por todos aqueles afetados quando as mulheres grávidas tomaram a talidomida", acrescentou o vice-ministro.

"Reconhecemos as dificuldades físicas e emocionais que enfrentaram as crianças afetadas e suas famílias como consequência do uso desse medicamento e os desafios que muitos continuam sofrendo, em geral diariamente", disse O'Brien.

Após este escândalo, o político lembrou que houve uma revisão completa sobre a comercialização, as provas e a regulação dos remédios.

Nos anos 70, o fabricante britânico do fármaco, Distillers Biochemicals, forneceu 28 milhões de libras (31 milhões de euros) em compensação após o processo legal enfrentado pelas famílias dos afetados, lembra a imprensa britânica.

A maioria dos afetados no mundo todo nasceu sem braços ou pernas e muitos têm, além disso, problemas de rim, de ouvido e de visão.

EFE vg/sa

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