Governo britânico mostra decepção com decisão sobre base policial de DNA

Londres, 4 dez (EFE).- A ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, mostrou-se hoje decepcionada com a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos contra que o Reino Unido guarde a ficha genética de suspeitos de crimes que foram absolvidos.

EFE |

A sentença do tribunal foi emitida em relação ao caso colocado por dois cidadãos britânicos contra o Reino Unido, o único do Conselho da Europa que mantém as impressões digitais e o DNA de qualquer pessoa suspeita de ter cometido crime.

O tribunal, com sede em Estrasburgo, considerou "particularmente preocupante o risco de estigmatização" das pessoas não culpadas, que "têm direito de se beneficiar do pressuposto de inocência", mas, na prática, "são tratados como os condenados".

No entanto, a ministra do Interior britânica se disse "decepcionada" com a decisão, já que, na opinião dela, "o DNA e as impressões digitais são cruciais para lutar contra o crime" e levar os culpados à Justiça.

Além disso, Smith ressaltou que a atual lei britânica de conservação de informação de criminosos seguirá vigente enquanto seu departamento estuda a decisão do tribunal.

Segundo essa lei, as amostras de DNA de qualquer cidadão detido por um crime cometido na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte (a Escócia tem sua própria normativa) são guardadas em uma base de dados, inclusive se os acusados forem absolvidos.

A base de dados contém atualmente os perfis de 4,4 milhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente 5% da população britânica.

EFE pa/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG