Governo britânico é criticado por posto de saúde no Palácio Real

O National Health Service (NHS, na sigla em inglês) - sistema público de saúde da Grã-Bretanha- está sendo criticado por manter um posto de saúde exclusivo para empregados do Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth Segunda em Londres. Segundo uma reportagem publicada na revista especializada em saúde pública Health Service Journal, o posto recebe um orçamento superior ao da média nacional para oferecer serviços de saúde básicos aos seus pacientes.

BBC Brasil |

A revista afirma que, enquanto a média nacional é de 63 libras (R$207) anuais por paciente, o posto de Buckingham gastaria cerca de 113 libras (R$372).

Além disso, a reportagem denuncia ainda que apenas 304 pacientes teriam registro no posto de saúde e que o serviço estaria fechado para a população que mora próxima ao Palácio. Um posto de saúde normal tem, em média, 6 mil pacientes registrados.

Na Grã-Bretanha, a população tem direito a usar os serviços públicos, como educação e saúde, por exemplo, oferecidos numa área próxima à sua residência. No entanto, no caso do posto de saúde instalado no Palácio Real, as fronteiras desta área foram traçadas para compreender apenas os limites do Palácio, o que impossibilita que a população em geral possa se registrar para receber os serviços do posto.

Contratos
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, nesta quinta-feira, o diretor do NHS para o bairro de Westminster, onde fica o Palácio de Buckingham, Paul Jenkins, afirmou que os contratos para o posto de saúde do Palácio são antigos.

"Os custos do contrato são mínimos pois não incluem pagamentos típicos de outros postos de saúde, como aluguel e reembolsos", disse Jenkins ao jornal.

Ele afirmou ainda que os residentes locais que moram próximos ao Palácio podem usufruir de várias opções de serviços de saúde disponíveis na região.

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