Governo britânico é criticado por alto número de mortes no Afeganistão

Londres, 10 jul (EFE).- A morte de dez soldados britânicos no Afeganistão nos últimos dias gerou hoje críticas contra o Governo do primeiro-ministro Gordon Brown, acusado de não equipar suficientemente as tropas que atuam no país asiático.

EFE |

O Ministério da Defesa informou hoje sobre a morte de outros três soldados na província de Helmand, no sul do país, na operação "Panchai Palang" (garra de pantera), contra os talibãs, há um mês das eleições no Afeganistão.

Estas três mortes em menos de 24 horas elevam para 179 o número de soldados britânicos mortos no Afeganistão desde 2001, a mesma quantidade que morreu no Iraque, país no qual a presença militar do Reino Unido terminará este mês.

Boa parte das mortes no Afeganistão se deve à explosão de bombas durante a passagem de veículos militares que não contam com a blindagem suficiente para evitar o impacto letal dos artefatos.

Esta circunstância foi criticada hoje pelo ex-chefe das Forças Armadas, o general Charles Guthrie, que concedeu declarações ao jornal "Daily Mail", acusando o Governo de colocar os militares britânicos em perigo, por querer gastar o mínimo possível em Defesa.

Guthrie, chefe militar entre 1997 e 2001, criticou o equipamento dos soldados que estão atuando no Afeganistão e assegurou que, para fazer frente a uma operação deste tipo, é necessário um contingente mais numeroso que o atual, em torno de 8 mil soldados.

"Falei com um oficial outro dia e ele me disse que o Ministério da Economia tinha prejudicado a segurança operacional de nossos soldados ao frear um aumento de nossos efetivos", assinalou.

Guthrie considera "muito provável" que menos soldados tivessem morrido se mais dinheiro tivesse sido aplicado na compra de helicópteros de combate, que poderiam dar cobertura aos veículos geralmente atacados pelos talibãs.

Da mesma forma, o líder do Partido Liberal-Democrata, Nick Clegg, manifestou que "a guerra deve ser bem feita ou não deve ser feita", em referência à falta de cobertura aérea.

"Necessitamos nos fazer perguntas muito simples, mas muito duras.

Estamos dando aos militares o apoio que merecem, estamos dando o número de tropas que necessitam, estamos dando o tipo de equipamento que devem ter para se proteger?", disse Clegg. EFE fpb/pd

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