Londres, 22 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, afirmou hoje que o regime tirânico do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, não tem legitimidade, depois que o principal líder da oposição, Morgan Tsvangirai, anunciou que não disputará o segundo turno das eleições, daquia cinco dias.

Em declarações à "BBC", Miliband acusou Mugabe de "usar a violência e o sadismo" para reprimir os eleitores.

O ministro também disse que levará a crise no país africano ao Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Segundo o chefe da diplomacia britânica, Tsvangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), se retirou porque "não teve escolha".

"Por isso, acho que alcançamos um momento crítico na tentativa do povo do Zimbábue de se livrar do regime tirânico de Robert Mugabe", ressaltou o ministro britânico.

Na opinião de Miliband, "é evidente que as únicas pessoas com legitimidade democrática são a oposição".

Por sua vez, William Hague, porta-voz de Assuntos Exteriores do Partido Conservador britânico, pediu que a ONU crie uma comissão de investigação sobre "os grotescos abusos em matéria de direitos humanos" cometidos pelo Governo zimbabuano.

Já para Nick Clegg, líder do Partido Liberal-Democrata, terceira maior legenda britânica, o anúncio de Tsvangirai "deve ser o catalisador de uma firme ação contra o Zimbábue". EFE pa/sc

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