Governo britânico confirma que fichou terrorista de Detroit

Londres, 28 dez (EFE).- O Governo britânico confirmou hoje que o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, acusado de tentar destruir um avião com um explosivo preso ao corpo na sexta-feira passada, em Detroit (EUA), estava em uma lista de vigilância no Reino Unido.

EFE |

O ministro do Interior britânico, Alan Johnson, corroborou essa informação um dia depois que fontes governamentais declararam à agência local "Press Association" ("PA") que as autoridades deste país negaram este ano um visto a Abdulmutallab.

Abdulmutallab, de 23 anos e filho de um banqueiro nigeriano, acabou no ano passado um curso de engenharia na londrina University College London (UCL), onde estudou de 2005 a 2008, e solicitou um novo visto.

No entanto, a Agência de Fronteiras do Reino Unido rejeitou o pedido, após comprovar que o suposto terrorista queria o visto para se matricular em um curso falso.

Por esse motivo, o suposto terrorista passou a fazer parte de uma "lista de vigilância" de pessoas com entrada proibida em território britânico.

"Se você está em uma lista de vigilância, não pode entrar neste país. Pode passar se estiver de passagem para outro país, mas não pode entrar", explicou o ministro do Interior à rede pública britânica "BBC".

Johnson disse que as autoridades americanas deveriam, em teoria, ter sido informadas da presença do nigeriano na lista de observação britânica.

Além disso, o ministro disse que ficaria "muito surpreso" se tiver acontecido alguma falha de comunicação entre EUA e Reino Unido, já que os dois países compartilham informação de maneira rotineira em matéria de segurança.

O Governo americano confirmou também que Abdulmutallab aparecia em uma lista de vigilância "genérica" de supostos terroristas, que inclui mais de meio milhão de nomes, apesar de que não estava proibido de viajar para esse país.

O ministro britânico acrescentou que a Scotland Yard investiga agora "o que aconteceu quando ele (o suspeito) esteve neste país, se virou um radical neste país e se existiu ali alguma relação com quem possa estar por trás deste complô".

"Ainda não sabemos se foi uma conspiração de um homem só ou se há mais pessoas por detrás. Suspeito que seja o segundo mais que o primeiro", disse o ministro britânico.

A Scotland Yard realizou revistas em vários imóveis, entre eles um apartamento de um luxuoso bloco de apartamentos no centro da capital britânica que, segundo a "BBC", foi o "último endereço conhecido" do suposto terrorista na cidade.

O atentado fracassado levou a um reforço da segurança nos aeroportos britânicos, especialmente nos voos com destino aos Estados Unidos.

Em cumprimento ao novo dispositivo, a companhia aérea britânica British Airways (BA) afirmou em seu site que os passageiros com destino aos EUA só poderão entrar no avião com uma peça de bagagem de mão. EFE pa/an

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