Ronald Biggs, conhecido como o ladrão do século pelo audacioso assalto ao trem pagador Glasgow-Londres em 1963 e que se refugiu no Brasil para escapar da polícia, foi autorizado a deixar a prisão por razões médicas, informou nesta quinta-feira o ministro da Justiça britânico, Jack Straw.

Straw explicou que baseou sua decisão na evidência médica de que o estado de saúde de Biggs se deteriorou e que não não deve se recuperar.


Ronald Biggs, em foto de arquivo de 2001 / AP

No último dia 28, Biggs havia sido novamente hospitalizado por causa de uma pneumonia grave, segundo anunciou seu filho, Michael Biggs. A saúde de Biggs, de 79 anos, é muito delicada. Ele já foi internado por causa de uma infecção pulmonar e uma fratura nos quadris.

Biggs e seu bando de 15 homens conseguiram roubar o trem pagador na noite de 8 de agosto de 1963. Depois de ferir gravemente um empregado, os ladrões se apoderaram de 2,6 milhões de libras, um recorde para a época.

Biggs foi preso e condenado a 30 anos de prisão. Conseguiu fugir da prisão em 1965 e, depois de mudar a aparência graças a uma cirurgia plástica, viveu na Espanha, Austrália e por muito tempo no Brasil.

Decidiu se entregar às autoridades britânicas em 2001, depois de permanecer foragido durante 36 anos, porque estava falido e doente. No início de julho, Straw negou o pedido de liberdade condicional para Biggs.

Michael Biggs prometeu que continuaria lutando pela libertação condicional de seu pai. "Se este é o sistema legal britânico, é pavoroso", afirmou, insistindo que o pai "já pagou sua dívida com a sociedade".

Com EFE e AFP

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