Governo britânico aprova polêmica lei antiterrorismo

O Parlamento britânico aprovou, nesta quarta-feira, uma polêmica medida que prolonga o tempo que suspeitos de terrorismo podem ficar detidos sem acusações formais de 28 para 42 dias. Apesar de ter vencido com apenas nove votos de diferença (315 a 306), a votação representa uma vitória para o primeiro-ministro Gordon Brown, já que a aprovação da lei estava sendo considerada como uma prova da liderança do premiê.

BBC Brasil |

"Nosso principal dever é a proteção da segurança nacional. Falharemos nesta tarefa se não tomarmos medidas preventivas", disse Brown em uma discussão que antecedeu a votação no Parlamento .

Para garantir a aprovação, os trabalhistas conseguiram apoio não apenas de seus correligionários, mas também de alguns partidos minoritários, como DUP, da Irlanda do Norte.

Apesar da vitória na votação desta quarta-feira, a lei ainda deverá ser aprovada pela Câmara alta do Parlamento, onde a oposição contra a medida é bastante forte.

Oposição
Os políticos de oposição do Partido Conservador argumentam que a lei restringe as liberdades civis.

Segundo David Davis, representante do ministério do Interior da oposição, a proposta nunca irá se tornar uma lei definitiva. Ele afirmou ainda que irá fazer pressão no Parlamento para que a proposta não seja aprovada.

"[A medida] não tem autoridade ou legitimidade e será rejeitada", disse.

Segundo o secretário do ministério do Interior, Tony McNulty, os trabalhistas já esperam uma disputa acirrada na votação que irá definir se a proposta fará parte da legislação britânica.

Em 2005, o então primeiro-ministro Tony Blair perdeu sua primeira votação no Parlamento com uma proposta que também envolvia a extensão do tempo de detenção dos suspeitos de terrorismo.

Na ocasião, a lei visava dar à polícia o poder de deter os suspeitos por 90 dias sem acusação formal. A lei foi recusada por 322 a 291 votos.

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