Governo britânico admite que não queria morte de Megrahi na prisão

LONDRES - O governo da Grã-Bretanha não queria que Abdelbaset al-Megrahi, o líbio condenado pelo atentado de Lockerbie em 1988 e libertado em agosto pela Escócia por razões humanitárias, morresse na prisão, reconheceu o ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband.

Redação com agências internacionais |

"Não queríamos que morresse na prisão", respondeu o chefe da diplomacia britânica ao ser questionado pela BBC sobre as declarações do ex-ministro das Relações Exteriores Bill Rammell.

Rammell afirmou na terça-feira que uma fonte líbia confidenciou que nem o primeiro-ministro Gordon Brown nem o próprio Miliband desejavam que Megrahi terminasse seus dias em uma cela escocesa.

Megrahi foi condenado em 2001 à prisão perpétua pela explosão de um avião da companhia americana PanAm sobre a cidade escocesa de Lockerbie.


Al-Megrahi foi recebido com festa na Líbia / AP

Libertação polêmica

A libertação pela Escócia em 20 de agosto provocou grande polêmica, sobretudo nos Estados Unidos, país de origem da maioría das 270 vítimas

Miliband afirmou no entanto que o governo britânico não exerceu pressão sobre o governo autônomo escocês para libertar Megrahi. "A libertação de Megrahi não era competência do governo britânico", recordou.

O ministro também rebateu as acusações do jornal Sunday Times de que Londres aceitou incluir o líbio em um acordo de transferência de presos com Trípoli em troca de um contrato potencialmente milionário entre a companhia britânica BP e a Líbia.

No entanto, Megrahi não foi transferido e sim libertado por motivos humanitários por sofrer de um câncer terminal.

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