Governo brasileiro volta a negar contatos com as Farc

Brasília, 31 jul (EFE).- Autoridades do Governo brasileiro voltaram hoje a negar qualquer relação ou contato com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como afirma a última edição da revista colombiana Cambio.

EFE |

A publicação disse que mensagens achadas nos computadores do guerrilheiro "Raúl Reyes", ex-número dois das Farc até ser assassinado - no começo de março -, mostram que os contatos do grupo no Brasil chegaram "até às mais altas esferas" do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT, a líderes políticos brasileiros e ao Poder Judiciário.

O conteúdo dos e-mails encontrados já havia sido parcialmente revelado pela imprensa brasileira e negado por algumas das autoridades citadas pela revista colombiana.

Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, afirmou que tanto ele como o Governo não têm relação alguma com as Farc, e que "a posição brasileira contra os seqüestros e todos os métodos" das Farc "é claríssima".

Segundo Carvalho, seu nome foi mencionado por causa de uma mediação feita junto ao subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano - também citado pela "Cambio" -, em favor do ex-padre Antonio Cadena Collazos, conhecido como "Oliverio Medina" e considerado uma espécie de "embaixador" das Farc no Brasil.

O "padre Medina" passou quase dois anos detido no Brasil, que concedeu a ele o status de refugiado, em troca do que teria que se distanciar do grupo guerrilheiro.

Por sua vez, o assessor de Lula para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse no Paraguai, onde está em missão oficial, que "houve uma certa tentativa de aproximação" das Farc com o Governo brasileiro, mas que esta "foi rejeitada".

O funcionário reiterou que, como ele próprio revelou há dois meses, as mensagens dos computadores de "Raúl Reyes" o citam de forma irônica, como "o inefável Marco Aurélio", já que foi um dos primeiros a rejeitar qualquer tipo de contato com as Farc.

Garcia também destacou que o PT foi o responsável por afastar as Farc do Fórum de São Paulo, que agrupa diversas organizações latino-americanas de esquerda. EFE ed/sc

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