Governo brasileiro e líderes do mundo inteiro reagem aos ataques de Israel a Gaza

O Brasil e diversos países e organizações se pronunciaram sobre os ataques israelenses à Faixa de Gaza e os ataques do grupo palestino Hamas, que deixaram mais de 200 mortos neste sábado.

Redação com agências internacionais |


    O Governo brasileiro criticou a reação desproporcional de Israel no bombardeio à Gaza e os ataques do Hamas e pediu às partes para cessarem as hostilidades e iniciarem um diálogo.

    Em comunicado, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Governo afirmou que acompanhou com apreensão a intensificação do lançamento de foguetes por milicianos do Hamas contra o sul de Israel e recebeu com grande preocupação a notícia do ataque aéreo israelense à faixa de Gaza. A nota também lamenta que a violência na região afete principalmente a população civil e prejudique os esforços por uma solução pacífica para o conflito israelense-palestino.

    AP Photo/Hatem Omar
    Região destruída na Faixa de Gaza, onde mais de 200 morreram e 700 ficaram feridos

    EUA
    A Casa Branca, aliada de Israel, afirmou que quer o fim da violência no Oriente Médio e reiterou que cabe ao Hamas pôr fim aos ataques israelenses, ao conter seus próprios lançamentos de foguetes de Israel. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que o Governo condena os repetidos ataques com mísseis e morteiros contra Israel, e afirmou que o Hamas é responsável pela ruptura do cessar-fogo em Gaza.

    França e UE
    Em férias na Bahia, o presidente da França e da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, divulgou um comunicado pedindo a interrupção imediata dos lançamentos de foguetes contra Israel e dos bombardeios israelenses sobre Gaza e condenou as provocações irresponsáveis que conduziram a essa situação, assim como o uso desproporcional da força. Não há uma solução militar em Gaza, escreveu Sarkozy no comunicado, pedindo uma trégua duradoura na região.
    A União Européia fez um apelo neste sábado por um cessar-fogo imediato em Gaza.

    Turquia
    O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou o ataque lançado pelo Exército israelense na Faixa de Gaza ao qualificá-lo como uma falta de respeito aos esforços turcos pela paz.
    Erdogan explicou aos jornalistas que o ataque foi um duro golpe à paz na região, um objetivo no qual a Turquia estava trabalhando intensamente. A Turquia é o aliado mais importante de Israel na região e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, esteve na segunda-feira passada no país, onde se reuniu com autoridades turcas.
    Em declaração escrita, o governo turco pediu para Israel cessar imediatamente a operação militar e ressaltou que é de vital importância transferir ajuda a Gaza para evitar uma tragédia humanitária.

    Reino Unido
    O Governo britânico pediu a Israel a máxima contenção para evitar vítimas civis na Faixa de Gaza, e solicitou aos grupos palestinos que não ataquem o território israelense. A única maneira de conseguir uma paz duradoura em Gaza é através de meios pacíficos, afirmou um porta-voz do Ministério de Exteriores britânico.

    Itália
    Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, também pediu o fim da violência e defendeu o diálogo como a única via possível para encontrar uma solução duradoura ao conflito na região. Berlusconi afirmou em nota que só através do diálogo, e não com as provocações nem com o recurso às armas, será possível encontrar uma solução estável e duradoura para o conflito na região.

    Alemanha
    Na Alemanha, o ministro de Assuntos Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, criticou o fim unilateral da trégua com Israel por parte do Hamas, ao mesmo tempo em que pediu à parte israelense que ofereça uma resposta proporcional e evite as vítimas civis.
    Steinmeier advertiu que a Faixa de Gaza ameaça se afundar em uma nova espiral de violência.

    Egito
    Em comunicado presidencial, o Egito criticou o ataque e atribuiu a Israel, como força de ocupação, a responsabilidade pelos mortos e feridos na agressão. O Governo egípcio assegurou que seguirá fazendo seu trabalho de mediação entre os palestinos e os israelenses para criar um ambiente propício para renovar a trégua e conseguir uma reconciliação interpalestina.

    AP
    Pessoas protestam na Síria contra ataque de Israel

    Síria
    Já a Síria qualificou de ato terrorista e de guerra de extermínio a ofensiva israelense. Em comunicado, o presidente da Síria, Buthaina Shaaban, disse que a o país condena categoricamente o ato de terrorismo e a guerra de extermínio lançada pelas forças da ocupação israelense contra a Faixa de Gaza.
    A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, está bebendo agora o sangue do povo palestino para se transformar em primeira-ministra através desta ação terrorista e deste grande massacre contra gente indefesa, destacou Shaaban.

    EFE/Wael Hamzeh
    Mulher chora em protesto no Líbano

    Líbano
    O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, destacou que Israel somou hoje outro massacre à lista de massacres contra os árabes. Em meu nome e em nome de meu Governo, condeno esta agressão criminosa. Além disso, pediu à ONU e ao secretário-geral Ban Ki-moon que impeçam Israel de seguir cometendo massacres e destruições no mundo árabe.

    Iêmen e Emirados
    Segundo a imprensa local, o presidente iemenita, Ali Abdala Saleh, qualificou de barbárie o ataque contra os palestinos, enquanto os Emirados Árabes Unidos apoiaram a realização de uma reunião de urgência na Liga Árabe.

    Reuters/Ali Jarekji
    Jordanianos protestam contra ataques de Israel à Gaza

    Jordânia
    Um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores jordaniano pediu que o ataque seja detido imediatamente, e ressaltou que o chanceler Salah Bashir já iniciou contatos para preparar um encontro na Liga Árabe.

    Iraque
    O governo iraquiano também condenou os ataques aéreos israelenses sobre a Faixa de Gaza, neste sábado, pedindo à comunidade internacional que assuma suas responsabilidades. Em nota o governo pede à comunidade internacional que tome as medidas necessárias para pôr fim a esses ataques.

    Marrocos
    O Governo do Marrocos condenou a operação militar israelense denunciando com firmeza o uso desproporcional da força e esta trágica escalada da violência. O Governo pede o fim imediato das hostilidades, que, além das grandes perdas de vidas humanas, expõem, mais uma vez, a região à violência e às divisões.

    Cuba
    O Governo cubano qualificou de "genocida" e "criminosa" a ação militar aérea desenvolvida pelo Exército israelense. O Governo cubano manifestou através de um comunicado divulgado por fontes oficiais seu "profunda indignação com a notícia sobre o ataque aéreo em massa perpetrado por Israel em Gaza".

    "Esta criminosa operação militar, a mais sangrenta executada por Israel contra o povo palestino, ocorre no meio do ilegal bloqueio imposto pelo Governo israelense nos últimos 18 meses contra a Faixa de Gaza, dirigido a aniquilar e render pela fome e pela doença a população palestina", acrescenta.

    Japão
    O Japão considerou "extremamente lamentável" o ataque de Israel na Faixa de Gaza, segundo disse o ministro porta-voz do Governo japonês, Takeo Kawamura.

    "É extremamente lamentável que tenha acontecido um conflito armado tão rapidamente justamente depois de terminado o cessar-fogo", disse Kawamura em entrevista coletiva em Yamaguchi (oeste do Japão), citado pela agência local de notícias "Kyodo".

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