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Governo boliviano vê clima encorajador para acordo com opositores

a Paz, 5 out (EFE) - O Governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, percebe um panorama encorajador para concluir hoje, em Cochabamba, um acordo com os opositores autonomistas que permita superar o conflito político no país, segundo o porta-voz Ivan Canelas.

EFE |

Morales e os nove governadores bolivianos - quatro deles opositores - se reúnem de novo em Cochabamba para tentar um acordo após 18 dias de diálogo interrompidos na semana passada por decisão dos autonomistas perante o clima de "perseguição" ao qual estão sujeitos, segundo denunciaram.

No entanto, todos os governadores opositores compareceram à reunião de hoje, na qual Morales apresentou uma proposta de acordo que será debatida nas próximas horas.

Canelas disse que, nessa proposta, Morales sugere a aprovação do relatório final das duas mesas de trabalho sobre os principais temas de debate: a compatibilização das autonomias, defendida pelos opositores, ao projeto constitucional defendido pelo Governo central e a distribuição das rendas do Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos (IDH).

Sobre a questão entre nova Constituição e autonomia dos departamentos, há 95% de chances de um acordo técnico, segundo Canelas.

No entanto, admitiu que os avanços sobre a receita do petróleo foram interrompidos com a decisão dos opositores de suspender temporariamente o diálogo na semana passada com o conseguinte abandono das mesas de trabalho.

O segundo ponto da proposta de Morales pede a garantia no Congresso da convocação do referendo sobre a nova Constituição.

O porta-voz de Morales se mostrou otimista quanto à possibilidade da concretização de um "grande acordo" nas próximas horas, já que o clima "é encorajador" e existe "vontade" política, como demonstra a presença de todos os governadores no encontro de hoje.

"Acreditamos que o documento será aprovado", disse Canelas, durante um intervalo do encontro.

A reunião de hoje pode ser decisiva para o curso da crise política da Bolívia, caracterizada pelo confronto entre a refundação constitucional patrocinada por Morales e as exigências de autonomia de vários departamentos do país.

O chamado "diálogo nacional" da Bolívia é observado por vários organismos internacionais como a ONU, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Européia (UE), além de entidades como as igrejas católicas e protestantes. EFE sam/wr/db

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