Governo boliviano rejeita ajuda em investigação sobre atentado

La Paz, 24 abr (EFE).- O Governo de Evo Morales descartou hoje pedir ajuda internacional para investigar os supostos planos terroristas do grupo estrangeiro desarticulado na cidade de Santa Cruz, leste do país, na semana passada.

EFE |

Em entrevista coletiva, o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, disse hoje que, neste caso, deve-se "definitivamente" confiar nas autoridades bolivianas, contra o desejo da oposição, que exige a participação de organismos internacionais na investigação.

"Não, definitivamente aqui, em nosso país, temos que confiar plenamente nas instituições, nas capacidades da Polícia nacional, da Promotoria, das instituições responsáveis da administração da justiça", disse Quintana, ao ser perguntado sobre se pediria ajuda internacional no caso.

A posição do ministro contrasta com as declarações feitas há alguns dias pelo presidente boliviano, quando declarou que era "bem-vinda" uma possível ajuda internacional para esclarecer o caso.

Quintana, que atua como chanceler interino, pois o titular da pasta está em viagem oficial, respondia, assim, aos insistentes pedidos da oposição de que organismos internacionais como a Interpol (Polícia internacional) ajudem a resolver o caso.

Na semana passada, a Polícia boliviana desarticulou um suposto grupo de terroristas internacionais que teria a intenção de cometer um atentado contra Morales, em uma operação na qual três homens com nacionalidades estrangeiras morreram e outros dois foram detidos.

Os mortos são Eduardo Rózsa Flores, acusado pelo Governo e pela Polícia de ser líder do grupo, Árpád Magyarosi - romeno de origem húngara - e Dwyer Michael Martin, irlandês.

Já os detidos são Mario Francisco Tadic Astorga - boliviano, com passaporte croata - e Elod Tóásó, húngaro. EFE ja/db

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