Governo boliviano quer que cocaleiros escoltem Lula em visita

LA PAZ - O governo da Bolívia afirmou hoje que o Brasil é seu melhor aliado na luta contra as drogas e defendeu a intenção dos cocaleiros de Chapare de escoltar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua próxima visita ao país.

EFE |

"Acima de qualquer discurso e de condicionamentos, atualmente o Brasil é o melhor aliado da Bolívia em temas de luta contra o narcotráfico", afirmou em entrevista coletiva o vice-ministro da Defesa Social, Felipe Cáceres.

O ministro destacou os resultados do chamado plano Bra-bo I, colocado em prática pelas forças antidrogas de Bolívia e Brasil de 25 de março a 4 de abril deste ano, e através do qual conseguiu-se apreender 1.337 quilos de droga.

Cáceres ressaltou a importância do empréstimo de US$ 300 milhões que o Brasil concederá à Bolívia para a construção de uma estrada que ligará o trópico de Cochabamba, centro, com o departamento amazônico de Beni, nordeste.

O empréstimo será concretizado no dia 22 durante a visita de Lula a Chapare.

Para esse ato, os sindicatos de produtores de coca da região planejaram a mobilização de 100 mil pessoas para receber o presidente brasileiro e conceder a ele uma escolta e segurança de dois mil cocaleiros, o que foi criticado pelas forças de oposição ao Governo de Evo Morales.

O senador opositor Tito Hoz de Vila disse na segunda-feira que recebeu ligações de congressistas brasileiros preocupados com a escolta que os cocaleiros darão a Lula durante a visita a Chapare, pois, para ele, isso pode prejudicar a imagem do presidente.

Todos no Brasil sabem que nessa região "se produz cocaína", disse Hoz de Vila.

Felipe Cáceres defendeu hoje que essas afirmações são "calúnias" e que o "grande problema" dos governos neoliberais foi ter tachado de "narcos" os produtores de folha de coca.

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