Governo boliviano pede a governadores que retomem diálogo

O Executivo boliviano pediu nesta quarta-feira aos quatro governadores rebeldes que retomem o diálogo para desativar a crise política que sacode o país, e negou ter promovido a prisão de um líder da oposição.

AFP |


"Não há argumento razoável para que suspendam o diálogo. Convocamos os governadores para voltar à mesa" de negociações, disse o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, horas após os dirigentes rebeldes de Santa Cruz, Beni, Tarija e Chuquisaca anunciarem o congelamento das negociações.

Os quatro governadores tomaram a decisão após a prisão do dirigente cívico do Chaco boliviano José Vaca, acusado de incentivar a explosão de um duto de exportação de gás para o Brasil, há três semanas, durante os protestos regionais contra Morales.

Ramón Quintana afirmou que a prisão de Vaca foi determinada pela Justiça e não pelo governo boliviano. Segundo o ministro, o dirigente cívico está envolvido "na explosão de uma válvula de um gasoduto no sudeste, o que custou ao país cerca de 8 milhões de dólares".

Quintana lembrou que antes do início do diálogo com os governadores rebeldes o Executivo deixou claro que não haveria suspensão dos "processos penais contra os que atacaram bens públicos, assaltaram repartições e mataram camponeses inocentes".

Segundo Mario Cossío, governador de Tarija, Vaca foi detido pela polícia no povoado de Villamontes, 1.200 km a sudeste de La Paz, e "o que ocorreu não é algo próprio à atitude de diálogo".

Cossío destacou que as negociações estão apenas congeladas e que ele permanecerá em Cochabamba a espera de uma resposta de Morales ao caso de Vaca.

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