Governo boliviano nega suspensão do controle de plantações de coca

La Paz, 13 jul (EFE).- O Governo boliviano negou hoje a suspensão do controle de plantações de coca na região central da província de Chapare, reduto sindical do presidente Evo Morales, como tinha publicado ontem um jornal de Cochabamba.

EFE |

Em comunicado, o Ministério da Defesa assinala que "em nenhum momento" o Governo instruiu a Força Tarefa Conjunta (FTC), encarregada desse trabalho e formada por policiais e militares, "a interromper suas atividades nem no departamento (estado) cochabambino, nem em outras regiões".

O jornal "Los Tiempos", de Cochabamba, onde fica Chapare, disse no sábado que foi cessada a erradicação das plantações de coca por falta de apoio econômico, após a saída dessa região, no final de junho, da agência americana para o desenvolvimento internacional (USAID, na sigla em inglês).

A USAID abandonou a região de Chapare por ameaças de sindicatos cocaleiros que acusaram a entidade americana de conspirar contra o presidente Morales e de ser "agentes do imperialismo".

Segundo o comunicado do Ministério da Defesa, "também não são evidentes os rumores (...) sobre problemas econômicos que afetariam as operações da FTC, por causa do impasse surgido entre os habitantes da região e a USAID".

O texto também acrescenta que a USAID "não financia as operações da Força de Tarefa Conjunta e nem tem relação com as atividades da redução de coca".

Ao longo do ano, a FTC já acabou com três mil hectares de plantações de folha de coca no país, grande parte em Cochabamba.

A lei antidroga boliviana estabelece que anualmente devem ser erradicadas pelo menos cinco mil hectares de plantações de coca, planta que serve como matéria-prima para a fabricação de cocaína e também é usada pelos indígenas para ritos culturais e fins medicinais. EFE ja/rr

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