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Governo boliviano diz que votação do referendo começa tingida de violência

La Paz, 4 mai (EFE).- O dia de votação sobre o estatuto autônomo na região boliviana opositora de Santa Cruz começou tingida de violência e provocou pelo menos três feridos, afirmou neste domingo Ivan Canelas, porta-voz do Governo do presidente da Bolívia, Evo Morales.

Redação com agências internacionais |

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Vários incidentes deixaram pelo menos vinte feridos em Santa Cruz durante o referendo pela autonomia, segundo a Agência EFE. Um homem morreu por conta do gás lacrimogênio lançado pela polícia contra os manifestantes, segundo a agência Ansa.

"Temos um panorama preocupante a esta hora da manhã. Infelizmente, este processo de enquete em Santa Cruz já começou tingido de violência", disse Canelas, ao citar informações sobre problemas em localidades com presença majoritária de simpatizantes de Morales que se opõem à consulta.

Segundo o funcionário, "aparentemente", há grupos autonomistas que estão "tentando forçar" as pessoas a votar nesses lugares, mas a imprensa também informou sobre incidentes provocados por simpatizantes do Governo, que queimaram e destruíram urnas.

Estradas bloqueadas

Reuters
Pelo menos duas estradas importantes que ligam a região aos departamentos de Cochabamba e Beni foram bloqueadas na altura de San Julián e Yacacaní, contaram líderes camponeses de grupos aliados ao presidente Evo Morales, que considera o referendo ilegal.

"As urnas de votação não serão abertas em San Julián", declarou à imprensa o dirigente Juan Barrea, que anunciou o fechamento temporário da estrada.

"Tivemos uma concentração de camponeses em San Julián e decidimos pelo bloqueio da estrada que nos liga à cidade de Trinidad, que já começou", confirmou por telefone à AFP o líder agrário de San Julián, Venancio Cortez Méndez.

Em Yapacaní, a estrada Santa Cruz-Cochabamba, importante trecho da estrada interoceânica que liga o país aos vizinhos Brasil e Chile, também foi bloqueada, segundo Ambrosio Choque, da prefeitura da comarca de San Germán.

O porta-voz da presidência denunciou que os líderes do referendo estão "levando pessoas em vários caminhões até Santa Cruz para manter o controle da votação ou para votar".

"Tomara que não estejam indo para criar enfrentamentos", disse.

As zonas rurais de San Julián, Yapacaní e Cuatro Cañadas são fiéis bastiões eleitorais do presidente indígena Evo Morales, e questionan o comitê civil-empresarial de Santa Cruz, que promove a votação do estatuto para formar o primeiro governo regional autônomo da Bolívia.

Enquanto áreas rurais de Santa Cruz iniciavam as medidas de pressão, a capital do departamento, de 1,2 milhão de habitantes, se preparava com tranqüilidade para votar e decidir pela sorte do estatuto de autonomia, uma espécie de constituição local.

Os centros de votação começaram a ser abertos às 08H04 (horário local). O clima na cidade era de tranqüilidade, enquanto na zona rural várias estradas foram fechadas para atrapalhar a realização da consulta.

(*Com informações da EFE e AFP)

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