Governo boliviano diz que oposição traça plano desestabilizador em Tarija

La Paz, 20 jun (EFE).- O Governo boliviano afirmou hoje que os governadores opositores de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija querem traçar na capital deste último departamento um plano desestabilizador contra o presidente Evo Morales.

EFE |

"O importante é que já conhecemos esse plano. Os desestabilizadores vão refinar seu plano em Tarija", afirmou o ministro de Governo (Interior) Alfredo Rada em entrevista coletiva em La Paz.

Os governadores regionais opositores foram hoje a Tarija apoiar o referendo autonomista que acontecerá amanhã nesse departamento.

Sem dar detalhes do suposto plano desestabilizador, o ministro de Governo citou a reunião convocada para segunda-feira, na capital de Tarija, pelo denominado Conselho Nacional Democrático (Conalde).

O Conalde é formado pelos cinco governadores regionais opositores ao presidente Morales e por associações civis locais.

Os líderes do próspero departamento de Santa Cruz comandam o Conalde, que também é integrado por Beni (nordeste), Pando (norte), Tarija (sul) e Cochabamba (centro).

Santa Cruz, Pando e Beni já aprovaram seu status de regiões autônomas em referendos como o que será realizado amanhã em Tarija.

O ministro de Governo reiterou hoje a denúncia de conspiração contra o presidente à qual o próprio Morales se refere com freqüência em seus discursos.

Além disso, Rada vinculou os dois jovens detidos quinta-feira em Santa Cruz a uma "tentativa de magnicídio".

Segundo o ministro, um dos detidos carregava uma espingarda com mira telescópica e estava muito perto do aeroporto de Santa Cruz, para onde o presidente foi pouco depois de as prisões terem sido efetuadas.

Por outro lado, o ministro de Governo destacou a atuação da Polícia no povoado de Yacuiba, próximo a Tarija e onde foram detidos vários suspeitos de um atentado com dinamite contra uma emissora de TV local.

"Nós, neste caso, como em todos os demais que têm alguma relação com a violência política, vamos exigir o esclarecimento dos fatos através da investigação policial e judicial", declarou o ministro boliviano. EFE rs/bm/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG