Governo boliviano diz que idoso morreu durante referendo por causas naturais

La Paz, 5 mai (EFE).- O Governo boliviano afirmou hoje que a morte de um idoso de 68 anos no domingo durante enfrentamentos em um bairro da cidade de Santa Cruz foi decido a causas naturais, e não tem relação com os distúrbios.

EFE |

O ministro de Governo boliviano, Alfredo Rada, disse a um canal de televisão que a informação que tem sobre o caso indica que Benjamín Ticona morreu no começo da manhã, antes do início dos enfrentamentos violentos no bairro Plan 3.000.

"A essa hora, em Plan 3.000, não aconteceu nenhum tipo de enfrentamento, e muito menos houve uma participação da Polícia nessa situação", disse Rada, ao reafirmar que uma informação preliminar indica que foi uma morte de "causa natural".

Os vizinhos de Ticona inicialmente atribuíram seu falecimento à inalação do gás lacrimogêneo usado pela Polícia para dispersar manifestantes que se enfrentavam nesse bairro, um dos mais pobres de Santa Cruz.

A morte foi confirmada no domingo à tarde pelas autoridades, que iniciaram uma investigação sobre o falecimento, porque a casa de Ticona ficava no local dos enfrentamentos, que deixaram 28 feridos.

Nesse local ocorreu uma batalha campal entre simpatizantes do presidente boliviano, Evo Morales, que rejeitaram o referendo e grupos autonomistas que pretendiam zelar pelo desenvolvimento da consulta.

No total, nas diferentes áreas que apóiam o Governo de Morales situados na região de Santa Cruz, dirigida por líderes opositores, cerca de 35 pessoas ficaram feridas. EFE ja/an

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