Governo boliviano atribui narcotráfico ao conflito entre Morales e opositores

La Paz, 6 jun (EFE).- O diretor da agência boliviana para fronteiras e autonomias, Juan Ramón Quintana, reconheceu hoje o auge do narcotráfico e o crime organizado no país e o atribuiu ao conflito do presidente Evo Morales com os líderes opositores da região oriental de Santa Cruz.

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O diretor da agência boliviana para fronteiras e autonomias, Juan Ramón Quintana, reconheceu hoje o auge do narcotráfico e o crime organizado no país e o atribuiu ao conflito do presidente Evo Morales com os líderes opositores da região oriental de Santa Cruz. Quintana assegurou ao canal de televisão estatal que "o crime organizado transnacional" usou como "cortina de fumaça" esse conflito político para intensificar suas atividades na zona fronteiriça com o Brasil.

Ex-ministro da Presidência e "homem forte" do primeiro período de Morales (2006-09), Quintana disse que a insegurança em Santa Cruz se origina na fronteira com o Brasil, "a mais vulnerável" ao narcotráfico e ao crime, "pela falta de um controle territorial do Estado boliviano".

Lembrou que a Polícia antinarcóticos desmantelou 14 fábricas de droga "sofisticadas" em povoados de Santa Cruz fronteiriços com o Brasil nos últimos 18 meses. No Brasil há alarme pelo crescente tráfego de drogas a partir da Bolívia e, inclusive, o candidato à presidência José Serra (PSDB) acusou Morales de "cúmplice" do narcotráfico. Morales é presidente de seis federações de agricultores de coca, produto de consumo tradicional dos indígenas bolivianos e também base para a elaboração de cocaína.

Quintana foi designado esta semana diretor da recém criada Agência para o Desenvolvimento de Macro-Regiões e Zonas Fronteiriças, com o objetivo de "exercer o domínio estatal territorial" e reduzir a "vulnerabilidade" limítrofe boliviana. Segundo ele, um de seus objetivos será aumentar a presença estatal nas fronteiras para frear o narcotráfico, a criminalidade e o contrabando.

A nova Agência também procura proteger a biodiversidade e os recursos naturais que alguns estrangeiros exploram sem controle, segundo as autoridades bolivianas. EFE gb/pb

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