Governo Berlusconi proíbe próteses de mama em menores

Roma, 19 fev (EFE).- O Governo italiano, presidido por Silvio Berlusconi, aprovou hoje um projeto de lei para a criação de um registro de controle de operações com próteses mamárias, que proíbe sua implantação com fins estéticos nas menores de idade.

EFE |

Segundo comunicado do Executivo, a medida foi aprovada durante o Conselho de Ministros nesta sexta-feira e agora deverá iniciar seu trâmite parlamentar e ser examinada, além disso, pela Conferência Estado-Regiões da Itália.

O projeto de lei sobre as cirurgias de implantes mamários foi apresentado perante o Conselho de Ministros como proposta do Ministério da Saúde já em dezembro passado, mas não foi aprovado até agora após consultas posteriores a especialistas na matéria.

A norma, diz o comunicado, pretende permitir que aqueles que queiram se submeter a operações desse tipo tenham mais acesso às informações sobre seus efeitos não desejados, assim como sobre os tipos de cirurgias e de materiais que são utilizados.

A proposta Ministério de Saúde italiano pretende criar, além disso, um registro de acompanhamento em nível nacional e regional sobre as operações de próteses mamárias que permita um maior controle também sobre o processo prévio e posterior à cirurgia.

"A medida serve para resolver o problema da ignorância dos riscos relacionados com os implantes de seios, cirurgias cada vez mais frequentes em nosso país, também nas adolescentes", disse em entrevista coletiva posterior à reunião do gabinete o ministro da Saúde, Ferruccio Fazio.

Junto a ele, compareceu a subsecretária de Saúde, Francesca Martini, principal defensora da norma, que explicou que até agora não se tinha intervindo para regular este âmbito médico, que na atualidade realiza entre 80 mil e 100 mil operações a cada ano na Itália.

Segundo dados do Ministério de Saúde italiano, do total de implantes mamários realizados na Itália, apenas 20% fazem por motivos médicos, como a reconstrução do seio após um câncer de mama, enquanto 80% responde exclusivamente a interesses estéticos. EFE mcs/sa

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