Governo argentino rejeita falência da Aerolíneas Argentinas

Buenos Aires, 15 ago (EFE) - O Governo argentino rejeitou o pedido de falência da Aerolíneas Argentinas e a criação de uma nova companhia, como propôs a oposição, ao ressaltar hoje que não aceitará qualquer coisa na transferência da empresa das mãos do grupo espanhol Marsans.

EFE |

"Não vamos negociar de joelhos, vamos negociar de pé", disse o ministro do Planejamento, Julio de Vido, em meio a uma polêmica com partidos opositores, que propõem a criação de uma nova companhia aérea de bandeira para que o Estado não assuma as dívidas milionárias deixadas pelo grupo espanhol.

"Alguns que participaram ativamente na entrega (de Companhias aéreas)" em Governos anteriores "agora querem voltar a entregá-la pedindo sua falência", ressaltou a jornalistas.

De Vido se referiu assim a uma proposta da União Cívica Radical (UCR), segunda maior legenda parlamentar do país, e de outros grupos políticos que foram antigos aliados do Governo de Carlos Menem (1989-1999), que vendeu a Aerolíneas Argentinas à espanhola Iberia em 1991.

"Em nenhum momento cogitamos pagar qualquer coisa pela Aerolíneas Argentinas, nem escapar de todos os organismos de controle, incluído o Parlamento", assegurou De Vido.

O ministro disse que o Executivo de Fernando de la Rúa (1999-2001), líder da aliança da UCR com forças de centro-esquerda, "vendeu a Aerolíneas Argentinas por US$ 1 ao Governo espanhol" em outubro de 2001, quando a Sociedad Estatal de Participaciones Industriales revendeu a companhia ao grupo Marsans.

Disse que "é preciso ler com todos os sentidos" o projeto pelo que o Governo de Cristina Fernández de Kirchner pediu ao Parlamento que aprove a transferência da companhia aérea e sua subsidiária de vôos domésticos Austral ao Estado argentino, uma vez que se façam as auditorias para estabelecer sua situação e valor.

A oposição sustenta que o pacto assinado com Marsans em 17 de julho suporá "para todos os argentinos" assumir dívidas por US$ 890 milhões acumuladas pela empresa nos últimos anos, durante a gestão do grupo espanhol.

Neste sentido, propõe deixar que a Marsans enfrente uma falência da companhia aérea argentina e a criação de uma nova sociedade estatal, "que parta do zero, sem dívidas", e que absorva os quase nove mil empregados da empresa e de sua subsidiária, de quem serão reconhecidos os direitos adquiridos.

Esta nova sociedade receberia as rotas domésticas das duas empresas, das quais o Estado é titular e as entrega em concessão às aéreas. EFE alm/db

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