Governo argentino denuncia sabotagem em incidentes em ferrovia

O ministro de Segurança e Justiça da Argentina, Aníbal Fernández, acusou nesta quinta-feira militantes de esquerda de sabotar uma linha de trens, o que deu origem a violentos incidentes e ao incêndio de sete vagões.

AFP |

"Foi sabotagem", denunciou Fernández, acusando grupos de esquerda, especialmente o Partido Operário (PO, trotskista), por organizar a paralisação de duas composições ferroviárias e incendiar uma delas nas estações de Merlo e Castelar, na linha Sarmiento, que liga a periferia oeste a Buenos Aires.

O ministro disse que fotos e vídeos revelam que os sabotadores arrombaram uma porta para chegar a um quadro elétrico, sobre o qual derramaram um líquido, ainda não identificado, que imobilizou a composição.

"A partir deste momento, começaram a atirar pedras, roubaram as máquinas emissoras de passagens e um dos líderes, identificado como José María Escobar, do PO, acendeu uma garrafa com um líquido e a jogou dentro de um dos vagões", relatou Fernández.

O PO qualificou a acusação de "infâmia" e exigiu a libertação dos sete detidos durante os incidentes.

A ação furiosa dos passageiros durou mais de uma hora, até que uma centena de policiais de choque dispersassem os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Os incidentes começaram de manhã, quando milhares de trabalhadores seguiam para a capital argentina.

jos/LR

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