Governo argentino confirma 9 mortos por mau tempo no norte do país

(Atualiza com declarações do ministro da Saúde e dá número oficial de mortos). Buenos Aires, 8 set (EFE).- O Governo argentino confirmou hoje que nove pessoas morreram, entre elas sete crianças, e 61 ficaram feridas após a violência do mau tempo registrado na província de Misiones, no norte do país, que faz fronteira com a região Sul do Brasil.

EFE |

Em comunicado, o ministro da Saúde argentino, Juan Manzur lamentou a morte "de nove pessoas, entre eles sete crianças", e sustentou que tem a ordem da presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, para "iniciar imediatamente a reconstrução do lugar".

Segundo Manzur, 43 dos feridos permanecem internados, três deles em estado grave. O ministro também disse que a região está sem energia elétrica e a comunicação por telefone está precária.

A imprensa local diz que outras duas pessoas estão desaparecidas e que Cristina visitará a área do desastre nesta quarta-feira.

Hoje, especialistas do Serviço Meteorológico da Argentina viajaram para Misiones com o objetivo de determinar de fato se o fenômeno que destruiu vários povoados da província foi um tornado ou uma forte tempestade.

O termo "tornado" foi utilizado pelo governador de Misiones, Maurice Closs, e por outros representantes governamentais ao falarem sobre o desastre, ocorrido na noite desta segunda-feira.

"Até que haja um estudo exaustivo dos danos e reuniões com as testemunhas, não saberemos se ocorreu uma tempestade severa com fortes rajadas de vento ou um tornado", apontou Héctor Ciappesoni, diretor do SMN, em declarações ao canal de televisão "C5N".

O fenômeno passou por povoados como San Pedro, Santa Rosa e Tobuna, a cerca de 50 quilômetros do território brasileiro.

Manzur informou que os hospitais de "toda a região nordeste do país, não só os de Misiones", estão em alerta para mobilizar médicos e remédios, além de juntar alimentos, móveis e utensílios para ajudar as vítimas.

"Foi um fenômeno absolutamente atípico que custou muitas vidas", afirmou Closs. EFE cw/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG