Governo argentino apelará de decisão contra uso de reservas para dívidas

Buenos Aires, 8 jan (EFE).- O Governo argentino apelará da decisão de uma juíza de Buenos Aires que suspendeu hoje o pagamento de dívidas soberanas com reservas do Banco Central, ao aceitar um recurso de amparo apresentado pela oposição política.

EFE |

"Vamos apelar da decisão", disse o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo, em referência à sentença assinada pela magistrada María José Sarmiento.

A decisão de Sarmiento sustenta que o Parlamento deve ficar responsável por decidir o uso dos fundos do Banco Central, como alegam as principais forças da oposição, segundo fontes judiciais e dirigentes opositores.

Portanto, ficou suspenso o decreto que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, assinou em meados de dezembro passado para criar um fundo com reservas monetárias no valor de US$ 6,569 bilhões para pagar dívidas soberanas este ano.

O ministro do Interior ressaltou à emissora argentina "Rádio 10" que a chefe de Estado tinha assinado esse decreto em vista que o Parlamento está em recesso desde novembro passado, e para dar certeza aos credores da dívida argentina "para todo 2010".

Randazzo destacou também que o Banco Central tem um "nível de reservas muito grande" para garantir o pagamento de dívidas.

O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, foi contra o uso das reservas, por isso foi demitido por decreto que a presidente e seus ministros assinaram na quinta-feira e que entrou em vigor hoje.

Os advogados de Redrado apresentaram hoje um recurso contra a demissão, depois que o funcionário ratificou sua recusa em cumprir as ordens do Governo e por considerar que sua demissão só pode ser decidida pelo Parlamento, por mais que tenha sido designado por proposta do Executivo.

O Legislativo estará em recesso até 1º de março, a menos que o Executivo convoque sessões extraordinárias, o que não fez, por isso a oposição busca uma forma de convocar uma sessão para a próxima semana. EFE alm/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG