Governo argentino apela da decisão de libertar o capitão Astiz

O Governo argentino apelará ante a Corte Suprema de Justiça da decisão de libertar o ex-capitão de guerra Alfredo Astiz e outros oficiais, acusados de genocídio durante a ditadura (1976-1983), anunciou o secretário de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde.

AFP |

"Apresentarei ante a Suprema Corte de Justiça um recurso extraordinário contra a resolução da Câmara de Cassação (alçada)", disse em entrevista à imprensa.

A justiça argentina ordenou a libertação de Astiz, também chamado "o anjo louro da morte", e a de outros oficiais, acusados de crimes contra a humanidade durante a ditadura (1976-1983).

Astiz, acusado do seqüestro e desaparecimento de duas freiras francesas, entre dezenas de casos de crimes e torturas, beneficiou-se de uma cláusula que impede a manutenção de uma pessoa detida por mais de dois anos sem sentença.

Duhalde precisou que a medida tende "a evitar o escândalo jurídico da libertação destes indivíduos, alguns deles com condenações à revelia por tribunais franceses e italianos e com pedido de extradição da Justiça espanhola".

O Governo também iniciará um processo de julgamento político contra os juízes que assinaram a ordem.

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