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Governo argentino acusa FBI de suborno em caso da mala

Buenos Aires, 8 out (EFE).- O Governo argentino chamou hoje de coação e suborno a oferta de asilo e emprego nos Estados Unidos supostamente feita por agentes do FBI à ex-agente que descobriu os US$ 800 mil do chamado caso da mala.

EFE |

O ministro da Justiça, Aníbal Fernández, foi consultado sobre a declaração de María Luján Telpuk, que afirmou ter recebido a oferta de membros do FBI (polícia federal americana) para modificar seu depoimento no julgamento realizado em Miami pelo caso.

"Na Argentina esses agentes estariam presos por coação e por suborno", disse o ministro, quem se queixou de que "os grandes nomes do jornalismo argentino não o vejam irregular desta situação, mas busquem sujar o nome da Argentina".

O venezuelano Guido Antonini Wilson é acusado de tentar ingressar em Buenos Aires em 2007 sem declarar esta quantia, apontada pelo FBI como doação do governo da Venezuela à campanha eleitoral da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

Telpuk depos duas vezes no julgamento realizado em Miami que tem como réu o venezuelano Franklin Durán, acusado de atuar nos Estados Unidos como agente de seu país para que Antonini Wilson não revelasse a origem e o destino desse dinheiro.

"Quando cheguei (os agentes do FBI) me perguntaram se tinha medo de voltar à Argentina depois da minha declaração, me disseram que podia contar com eles e até me deram direções de lugares nos quais podia encontrar trabalho como modelo", sustentou.

"Por sorte não levei em conta isso, claramente uma estratégia deles para desacreditar-me como testemunha", declarou em Miami a ex-agente da Polícia de Segurança Aeroportuária da Argentina ao canal de televisão "C5N", de Buenos Aires.

Telpuk ratificou ao tribunal de Miami que Antonini Wilson disse ser o proprietário da mala com US$ 800 mil que ela detectou em Buenos Aires em agosto de 2007.

Desta forma, ela contradisse a versão do venezuelano, segundo a qual o dinheiro pertencia a um funcionário do Governo argentino e estava destinado à campanha que levou a Cristina à Presidência.

Ao continuar ontem seu depoimento em Miami, Telpuk disse que um agente alfandegário da Argentina sugeriu que não se inspecionasse a bagagem dos empresários venezuelanos.

No caso estão acusados, além de Durán, os venezuelanos Moisés Maiónica, Carlos Kauffmann e Antonio José Canchica, assim como o uruguaio Rodolfo Wanseele Paciello.

Durán sustenta que é inocente, enquanto Maiónica, Kauffmann e Wanseele Paciello se declararam culpados após firmar um acordo com a Procuradoria Federal em troca de penas mais leves.

Canchica está foragido.

A acusação sustenta que os US$ 800 mil dólares da mala vinham dos cofres da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA). EFE hd/jp

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