Governo americano não recuará diante de crise, diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um curto pronunciamento nesta quinta-feira em Washington a respeito da crise nos mercados financeiros globais.

BBC Brasil |

Bush lembrou das decisões recentes do governo americano como o empréstimo de US$ 85 bilhões para ajudar o grupo de seguros AIG e a intervenção nas gigantes de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac.

O presidente americano aproveitou para garantir que o governo não recuará, caso sejam necessárias outras intervenções.

"O povo americano pode ter certeza que vamos continuar a tomar providências para fortalecer e estabilizar nossos mercados financeiros e melhorar a confiança do investidor", afirmou.

Segundo Rachel Harvey, correspondente da BBC em Washington, Bush cancelou uma viagem à Flórida e ao Alabama para continuar monitorando a situação dos mercados e deve se reunir ainda nesta quinta-feira com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

Mercados
Apesar das medidas de bancos centrais de diversos países, os mercados financeiros da Europa e dos Estados Unidos permaneceram instáveis nesta quinta-feira.

Em Nova York, o índice Dow Jones abriu em alta, mas voltou a registrar queda no decorrer do dia. A atenção está voltada para o banco de investimentos Morgan Stanley, cujas ações caíram cerca de 20%. O Goldman Sachs também teve queda em suas ações.

Os mercados na Alemanha, França e Grã-Bretanha também iniciaram o pregão em alta depois de dias de baixas. Mesmo assim, o índice FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 0,6% e o CAC 40, de Paris, caiu 1%. Em Frankfurt, o Dax terminou o dia com leve alta de 0,04%.

Na Rússia, onde as ações registraram o maior recuo em três anos, o principal mercado financeiro em Moscou deve permanecer fechado até sexta-feira.

O governo chinês tentou auxiliar o mercado financeiro do país abolindo um imposto na compra de ações.

Uma agência de investimento do governo também vai comprar ações nos três maiores bancos da China. O principal mercado de ações do país registrou queda de quase 70% desde sua maior alta em outubro de 2007.

Ajuda financeira
Os bancos centrais de diversos países anunciaram medidas coordenadas para tentar conter a crise nos mercados financeiros globais. Entre as medidas, está a injeção de bilhões de dólares para garantir a liquidez nos mercados.

O Fed (Federal Reserve), o banco central americano, anunciou que vai injetar US$ 180 bilhões no mercado financeiro, diante da crise nas bolsas de todo o mundo.

O dinheiro do banco central americano servirá para trocas temporárias de moedas entre os bancos com taxas de câmbios diferenciadas, para aliviar a pressão sobre o dólar.

A medida do Fed é coordenada com a ação dos bancos centrais de Canadá, da Grã-Bretanha, da União Européia, do Japão e da Suíça.

Os bancos centrais da Grã-Bretanha e da Europa vão liberar US$ 40 bilhões e US$ 55 bilhões, respectivamente.

A medida coordenada foi tomada quatro dias depois do agravamento da crise nos mercados financeiros, que já vinham atravessando turbulência desde o ano passado.

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