Governo americano libera aulas em colégios fechados pela gripe

Washington, 5 mai (EFE).- Os Estados Unidos decidiram, diante da evidência de que os casos de gripe suína detectados são, em geral, brandos, suspender a recomendação do fechamento de colégios quando for detectado um surto, o que permitirá que mais de 300 mil alunos voltem às salas de aula.

EFE |

"A verdade é que o surto foi muito menos virulento do que temíamos no começo", disse hoje em entrevista coletiva a secretária de Saúde dos Estados Unidos, Kathleen Sebelius, que, no entanto, pediu para não baixar a guarda.

Ela reconheceu que, até agora, a prioridade era manter os estudantes sãos e salvos, o que havia feito com que recomendassem o fechamento imediato de um centro assim que um caso fosse detectado.

Como resultado desta recomendação, na segunda-feira um total de 533 escolas públicas e particulares em 24 estados tinha suspendido as aulas, o que obrigou cerca de 330 mil alunos a ficar em casa.

Apesar de nos Estados Unidos terem sido detectados mais de 400 casos de gripe suína, a maioria consiste em ocorrências brandas que não exigem hospitalização, afirmaram hoje tanto Sebelius quanto o diretor interino dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), Richard Besser.

Nas últimas horas, o número de casos de gripe aumentou para 403 nos EUA, em 38 estados, segundo o último boletim dos CDC.

Os novos dados significam um aumento de 40,9% frente a segunda, quando os CDC reportaram 286 casos confirmados em 36 estados americanos.

Nova York segue liderando a lista dos estados afetados pela gripe suína, com 90 casos, seguido de Illinois, com 82 casos; Califórnia, com 49; Texas, com 41; Delaware, com 20; Arizona, com 17; Carolina do Sul, com 16; e Oregon, com 15.

No país houve apenas um caso de morte, o de um bebê mexicano de 23 meses que faleceu no Texas. EFE cae/db

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