Governo americano impõe sanções contra Executivo iraniano

Medida anunciada por secretária de Estado americana, Hillary Clinton, vale contra oito funcionários do governo de Teerã

iG São Paulo |

O governo dos Estados Unidos impôs nesta quarta-feira sanções contra altos funcionários do Executivo do Irã, acusados pelos americanos de envolvimento em "graves violações dos direitos humanos" no país asiático.

"Não nos preocupa somente o programa nuclear do Irã, mas também o respeito pelos direitos humanos no país", disse a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Um comunicado da Casa Branca indicou que o presidente Barack Obama assinou nesta quarta-feira a ordem que impõe sanções contra "funcionários de alta hierarquia no governo iraniano envolvidos em abusos graves durante a eleição presidencial de 2009 no Irã".

AFP
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou as novas sanções ao lado do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner
O Departamento do Tesouro, órgão que executa as sanções, identificou entre os punidos o ministro de Bem-Estar Social e Seguridade Social do Irã, Sadeq Mahsouli, e o procurador-geral do país, Gholam Hossein Mohseni-Ejei.

Outros sancionados são Saeed Mortazavi, que lidera a força Especial do Irã contra o Contrabando; o ministro de Inteligência, Heydar Moslehi; e o ministro do Interior, Mostafa Mohammad Najjar. A lista é completada pelo subchefe da Polícia nacional, o brigadeiro-general Ahmad Reza Radan, e o subcomandante de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Taeb.

O anúncio foi feito por Hillary e pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, contra o que chamaram de "responsáveis por violações severas e sustentadas dos direitos humanos no Irã".

Ao dizer que as sanções são uma declaração dos valores americanos, Hillary Clinton disse que os EUA expressam solidariedade pelas vítimas ao redor do mundo e os cidadãos iranianos “têm sido arbitrariamente presos, torturados, chantageados e mortos (...) apesar de o governo iraniano ter ignorado repetidos pedidos da comunidade internacional para dar fim a esses abusos”.

As sanções proíbem que as instituições financeiras, as empresas privadas e os indivíduos dos Estados Unidos realizem transações com as pessoas e entidades punidas, além de congelar os ativos de todos os sancionados que se encontrem em jurisdição americana.

“A lista de nomes seguirá crescendo sobre a base dos eventos no Irã e à medida em que mais informações e provas forem obtidas", indicou a Secretaria de Imprensa da Casa Branca. "Os direitos humanos são um assunto de importância moral e pragmática para os Estados Unidos", finalizou o comunicado.

*Com EFE

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