Governo alemão se propõe a endurecer sanções contra o Irã

Berlim, 18 out (EFE).- O Governo alemão se propõe a endurecer notavelmente as sanções econômicas contra o Irã, informa a revista Der Spiegel em sua próxima edição, e para isto procura convencer bancos e seguradoras, além de consórcios energéticos, a deixarem de fazer negócios com este país asiático.

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O Governo de Angela Merkel se proporia assim a convencer Teerã a desistir de seu programa de enriquecimento de urânio após os incentivos econômicos das cinco potências nucleares (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China), e da própria Alemanha, não sortirem efeito.

Como antecipa a revista em sua edição digital, o secretário de Estado da diplomacia alemã, Reinhard Silberberg, teria convocado uma reunião na qual os ministérios de Economia e Finanças decidiram convocar empresários ao boicote econômico do Irã.

Até agora indústria e empresários alemães se negaram a suspender parte de seus negócios com o Irã.

De fato, a Alemanha se tornou alvo de críticas ocidentais quando foi revelado que a troca comercial com o Irã durante o primeiro semestre de 2008 tinha aumentado 16,2% em relação ao mesmo período de 2007.

O apoio ao boicote responderia a uma iniciativa francesa, por meio da qual o maior grupo de países deveria adotar esta política de tentar convencer os empresários a deixarem de fazer negócios com o Irã enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Européia (UE) não chegarem a um acordo que estabeleça sanções concretas.

Os incentivos econômicos para o Irã foram propostos em 14 de junho, mas desde então não se chegou a nenhum acordo, por isto vários países ocidentais ameaçaram o Governo de Teerã com novas sanções.

O último foi o Governo australiano, que em 15 de outubro anunciou novas sanções financeiras e de viagens a 20 cidadãos e 18 organizações iranianas, em resposta à recusa do país asiático a suspender sua atividade atômica. EFE umj/ab/fal

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