Governo alemão lamenta espionagem contra ministro do Afeganistão

Berlim, 26 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, lamentou o fato de o serviço secreto do país ter espionado o ministro de Indústria e Comércio afegão, Amin Farhang.

EFE |

O chefe da diplomacia alemã telefonou hoje para seu colega do Afeganistão, Rangin Dadfar-Spanta, para expressar seu pesar pelo ocorrido e tentar esclarecer o caso, disse um porta-voz do seu gabinete.

Ambas as partes são da opinião de que o escândalo não compromete as "boas relações e a confiança mútua" entre Alemanha e Afeganistão, frisou o porta-voz.

O funcionário acrescentou que, ainda neste fim de semana, Steinmeier planeja falar por telefone com o próprio Farhang, que estudou na Alemanha, fala alemão perfeitamente e tem até um passaporte emitido pelas autoridades do país.

No entanto, à revista "Der Spiegel", que trouxe o caso à tona, Dadfar-Spanta teria dito que ficou "indignado" e repudia "esses métodos que não têm propósito em um Estado de direito".

O chanceler afegão também afirmou à publicação que seu país "não quer um escândalo ruidoso", mas que algo assim "não deve voltar a acontecer".

No entanto, o alcance da espionagem do Serviço Federal de Informações (BND, em alemão) no Afeganistão é muito maior do que o conhecido até agora, e não se limitava ao computador pessoal do ministro de Indústria Comércio afegão, revela a próxima edição da "Der Spiegel".

Aparentemente, o BND conseguiu se infiltrar em todos os computadores do ministério afegão e espionar a troca de e-mails de seus funcionários, o que também foi confirmado por Farhang a um repórter da revista alemã. EFE jcb/sc

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